Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Banda larga: Vivo e Starlink lideram em maio fraco para provedores regionais

A Vivo e a Starlink foram os destaques do mercado de banda larga em maio, de acordo com dados reportados por prestadores de Internet fixa à Anatel. Por outro lado, diversos provedores registraram resultados fracos, até negativos, no quinto mês do ano.

A marca da Telefónica, por exemplo, ativou 74 mil acessos em maio, chegando a 8,35 milhões de assinantes na banda larga da Vivo.

Já a Starlink, operação de banda larga via satélite da SpaceX, ampliou a base com 47 mil novos contratos, chegando a 791 mil clientes no Brasil. A empresa, vale lembrar, afirma ter mais de 1 milhão de assinantes no Brasil, com base em uma metodologia própria.

Mercado de banda larga – maio 2026
OperadoraAcessosMarket shareSaldo em maio
Claro10,78 milhões19,5%+25 mil
Vivo8,35 milhões15,1%+74 mil
Nio3,24 milhões5,8%+4 mil
Brisanet1,57 milhão2,8%+6 mil
Brasil TecPar1,37 milhão2,5%-7 mil
Giga+1,32 milhão2,4%-16 mil
Vero1,31 milhão2,4%-3 mil
Desktop1,2 milhão2,2%-3 mil
TIM901,5 mil1,6%+8 mil
Unifique883,9 mil1,6%+1 mil
Algar838,9 mil1,5%-1 mil
Alares816,5 mil1,5%-3 mil
Starlink791 mil1,4%+47 mil
Sky495,3 mil0,9%+1 mil
Ligga351 mil0,6%+1 mil
Mhnet334,8 mil0,6%Estável

Líder do mercado de banda larga, a Claro também teve um resultado significativo em maio: 25 mil novos clientes. Com isso, a operadora chegou a 10,78 milhões de assinantes de Internet fixa.

Nio e TIM
A Nio, operadora do grupo V.tal que nasceu após a compra da Oi Fibra, reportou 4 mil novos acessos em maio, registrando o segundo mês positivo consecutivo conforme monitoramento feito por TELETIME. A empresa detém a terceira maior base de banda larga do País, com 3,24 milhões de assinantes.

Já a TIM, dona de uma operação menor na banda larga, segue registrando resultados mensais positivos e, inclusive, bateu a marca simbólica de 900 mil acessos. No caso, a tele reportou a entrada de 8 mil novos clientes em maio, com a carteira totalizando 901,5 mil.

Perda de base
O painel de dados da Anatel mostra que a Giga+, marca comercial da Alloha Fibra, teve o pior resultado do mês de maio: perda de 16 mil clientes. A base totaliza 1,32 milhão de assinantes.

A Brasil TecPar também teve um mês negativo, com a desconexão de cerca de 7 mil acessos. Ainda assim, a carteira soma 1,37 milhão de clientes (sem contar o processo de incorporação da operação de banda larga da Ligga).

A Vero perdeu 3 mil clientes em maio, ficando com 1,31 milhão. O mesmo saldo negativo foi computado pela Alares, que fechou o quinto mês do ano com 816,5 mil assinantes.

Já a Desktop, dona de uma base de 1,2 milhão de assinantes e que segue em processo de aquisição pela Claro, também reportou a perda de 3 mil clientes em maio.

A Algar, por sua vez, teve saldo negativo de 1 mil contratos, ficando com 838,9 mil assinantes.

Provedores com resultados modestos
Entre os provedores regionais, a Brisanet teve o melhor resultado em termos de ampliação de base. A empresa, que também é líder entre as prestadoras de pequeno porte (PPP), ativou cerca de 6 mil novos acessos de banda larga, com a base subindo para 1,57 milhão.

A Unifique e a Sky, conforme os dados, incrementaram as suas carteiras com 1 mil novos assinantes, cada, chegando a 883,9 mil e 495,3 mil, respectivamente.

A Ligga, cuja operação de banda larga está em processo de transferência para a Brasil TecPar, também reportou a adição de 1 mil clientes. A base da operadora paranaense soma 351 mil acessos. Já a Mhnet permaneceu estável, com 334,8 mil assinantes de banda larga.

Mercado geral
Conforme os dados reportados por operadoras e provedores à Anatel, o mercado de banda larga chegou a 55,44 milhões de acessos em maio. O total aponta alta de 2,9% na comparação anual, uma vez que havia 53,86 milhões de contratos de Internet fixa ativos em maio do ano passado.

Contudo, os dados mostram baixa de 1,9% ante o mês anterior (eram 56,53 milhões de assinantes em abril). Vale lembrar que a Anatel ainda deve revisar os dados, tendo em vista que parte dos provedores costuma atrasar o envio de relatórios ao órgão regulador.

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