Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026

Streaming de vídeo pago já alcança 44% dos lares brasileiros

Plataformas de streaming de vídeo pagas já são uma realidade em 33,4 milhões de domicílios brasileiros, ou seja, 44,4% dos lares do País, indica pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 2.

Os dados são de 2025 e mostram que o número de domicílios que assinam serviços de streaming aumentou em 1,5 milhão na comparação com 2024.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, módulo Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), ainda mostra que a penetração do streaming cresceu em todas as regiões do País.

Em termos percentuais, o serviço é mais usado no Centro-Oeste, onde alcança 51,5% das casas, e menos comum no Nordeste, com taxa de 30,7%.

Segundo o estudo, 9% dos domicílios do País que tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo não relatavam acesso à televisão aberta ou por assinatura. O percentual aumentou em relação a 2024 (8,2%).

A PNAD Contínua também sugere que o rendimento médio mensal real per capita nos lares que tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo foi de R$ 3.072 em 2025, mais do que o dobro em relação a residências sem acesso ao serviço (R$ 1.454). Em domicílios com streaming e TV por assinatura, o rendimento médio per capita sobe para R$ 4.241.

Penetração da TV aberta diminui
Os dados mostram que 93,9% dos domicílios brasileiros (80 milhões) tinham aparelho televisor em 2025.

Desses lares, 85,8% (64,5 milhões) contavam com recepção de sinal analógico ou digital de TV aberta por meio de antena convencional – há quatro anos, a taxa era de 91,6%.

Ainda no que diz respeito aos domicílios com televisão, o percentual dos que tinham antena parabólica (grande ou mini com sinal aberto) foi de 20,5% em 2025. Já o de mini parabólicas digitais alcançava 16% – em números absolutos, são 12 milhões.

TV por assinatura em queda
De acordo com a PNAD Contínua, 23,5% dos domicílios com televisão relatavam acesso ao serviço de TV por assinatura em 2025, uma redução de 0,8 ponto percentual ante 2024. A proporção é maior em áreas urbanas (24,9%) do que nas zonas rurais (11,6%).

Para 62,2% dos domicílios sem TV por assinatura, não há interesse em assinar. Já outros 26,1% afirmam que o serviço é caro, ao passo que 10% declaram que vídeos acessados pela Internet substituíram a TV paga.

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