Brasil tem 4 milhões de casas sem acesso à Internet, mostra IBGE
O Brasil encerrou 2025 com 4 milhões de domicílios sem qualquer tipo de acesso à Internet, indica a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, módulo Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), divulgada nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, os principais motivos para não haver conexão nessas residências são nenhum morador saber usar a Internet (36,5%), o serviço de acesso ser caro (25,9%) e a falta de necessidade de acessar a rede (25,2%).
Além disso, especificamente na zona rural, após os três motivos já citados, destaca-se a falta de disponibilidade de serviço de banda larga na região do domicílio (8,9%) – na área urbana, o mesmo motivo é citado por apenas 0,4% dos moradores.
Domicílios conectados
De todo modo, a pesquisa do IBGE mostra que 95% dos domicílios do País têm acesso à Internet, alta de 1,3 ponto percentual na comparação com 2024. O percentual representa 76 milhões de lares.
Na área urbana, o índice de domicílios com Internet chega a 95,8%. Já na zona rural alcança 88%, o que demonstra uma aceleração da conectividade no campo, uma vez que, em 2016, apenas 35% das propriedades tinham acesso à rede.
Vale destacar que os dados do IBGE levam em conta qualquer tipo de acesso à Internet feito no domicílio. Inclusive, entre as residências com utilização da rede, o percentual das que usavam a banda larga móvel passou de 84,2%, em 2024, para 85,9%, em 2025.
No caso da banda larga fixa, a taxa passou de 88,9% para 89,2% no mesmo período. Ainda há 0,2% de casas que utilizam a conexão discada, segundo a pesquisa.
Telefonia fixa
A pesquisa mostra que 5,9% dos domicílios ainda tinham telefone fixo em 2025. O serviço, contudo, segue em declínio, tendo em vista que a taxa alcançava 32,6% das residências em 2016.
No total, 2,3% dos domicílios do País (1,9 milhão) não tinham qualquer serviço de telefonia, fixo ou móvel, no ano passado, com destaque para as regiões Nordeste (4,3%) e Norte (2,7%).
