Terça-feira, 28 de Julho de 2026

SpaceX, dona da Starlink, critica proposta de espectro da UE

A SpaceX, dona da operadora de conectividade via satélite Starlink, apresentou críticas ao plano de distribuição de espectro da Comissão Europeia para serviços móveis por satélite (MSS, na sigla em inglês) na faixa de 2 GHz.

A principal contestação é de que a proposta prevê pouco espaço para empresas de fora da União Europeia (UE), o que comprometeria as intenções da companhia liderada por Elon Musk na região, sobretudo para operações diretas de satélite para celular (direct to device, ou D2D). As informações foram publicadas pela Bloomberg.

No fim de maio, a Comissão Europeia divulgou planos para oferecer apenas um terço da faixa de 2 GHz para empresas de fora a UE – os outros dois terços ficam reservados para operadoras locais. Inclusive, conforme a proposta, empresas estrangeiras estariam impedidas de oferecer serviços a governos europeus.

A empresa norte-americana entende que o plano da Comissão Europeia vai dividir o espectro em “partes subdivididas praticamente inutilizáveis”. Além disso, a dona da Starlink afirmou que as regras propostas não se alinham a regulamentações internacionais e são incompatíveis com “a realidade econômica da Europa”.

A SpaceX mantém parcerias com operadoras na Europa, como a Deutsche Telekom e a Orange, para oferta de serviços D2D.

Cobertura na Ucrânia
A SpaceX também teria argumentado que a proposta de reservar uma fatia do espectro para a constelação europeia IRIS², prevista para entrar em operação em 2029, pode causar interferência com os serviços atualmente oferecidos pela Starlink na Ucrânia.

O serviço da Starlink, vale lembrar, está disponível na Ucrânia desde 2022 e tem sido utilizado pelo governo, por forças militares e pela população como forma de contornar a degradação de redes terrestres causada pela guerra com a Rússia.

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