Skylo busca operadoras para ativar primeira fase do D2D no Brasil
A provedora de soluções não terrestres Skylo busca ampliar os negócios no Brasil por meio de parcerias com operadoras de telefonia móvel. A ideia é oferecer o serviço de conexão direta entre satélite e celular (direct to device, ou D2D) com base no Release 17 do 3GPP.
Gregório Silva, global customer success lead da Skylo, frisou que o Brasil é um mercado relevante para negócios da empresa. No TELETIME Tec, evento realizado nesta quinta-feira, 11, em São Paulo, ele afirmou que 65% do território brasileiro não têm cobertura de rede móvel, com falhas de sinal em estradas e zonas de sombras.
“O Brasil vai ser um mercado muito importante para o D2D. A empresa que tiver sucesso no Brasil vai acabar fortalecendo a sua posição global”, pontuou Silva.
Ele também destacou que a Skylo pretende complementar serviços das operadoras. “É oferecer o D2D nesta primeira etapa, com foco em mensagens de emergência. Não queremos substituir as operadoras terrestres, o serviço não tem esse conceito de competição”, ressaltou.
A tecnologia da Skylo
A empresa conta com soluções que habilitam prestadores de serviços móveis a conectarem suas redes à tecnologia espacial, especialmente para o envio de mensagens de emergência, telemetria de veículos e conectividade para Internet das Coisas (IoT). Ele disse que a empresa tem trabalhado com provedores de serviços OTT, como Whatsapp, para a integração dos serviços D2D a esses aplicativos, e que pretende praticar, no Brasil, modelos adequados à realidade brasileira em relação aos custos dos serviços e necessidades das operadoras.
O executivo salientou que a integração entre a solução da Skylo e a operadora móvel ocorre conforme padrões do 3GPP. Para ativar o serviço, a empresa avalia os casos de uso desejados e, em seguida, integra componentes da rede, como core, roaming e autenticação.
O serviço também envolve validação de SIM card e dispositivos compatíveis. Há ainda uma etapa de testes de D2D para o consumidor ou IoT corporativo.
Segundo Silva, a operadora que já estiver integrada ao D2D atual terá facilidades para compatibilizar a sua rede ao modelo previsto no Release 19, que traz uma relação mais profunda entre redes móveis e via satélite.
