“Não há mais motivos para duvidar da nossa capacidade no móvel”, afirma Unifique
O CEO da Unifique, Fabiano Busnardo, demonstrou confiança no futuro da operação de telefonia móvel nesta quinta-feira, 14, em conferência com analistas, indicando que o serviço pode vir a superar a banda larga fixa nos resultados da empresa a partir de 2030.
O executivo destacou que, com a expansão geográfica na telefonia móvel, a empresa terá a escala necessária para acelerar as vendas e atingir os objetivos de faturamento com a nova vertical, que, atualmente, representa apenas 7,5% das receitas.
“A gente só está começando. Se tinha motivos um ano atrás para duvidar da nossa capacidade de fazer uma operação móvel competitiva, eu garanto que essa dúvida não deveria mais existir”, afirmou.
“A nossa operação é de altíssima qualidade, extremamente competitiva na ótica de custo. Nós vamos ser imbatíveis nessa competição no futuro quanto a nossa rede estiver pronta”, complementou Busnardo.
Aceleração com extensão territorial
Operando inicialmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a Unifique, vale lembrar, estendeu a sua atuação na telefonia móvel para o estado do Paraná ao comprar a frequência de 5G da Ligga. A empresa também passou a ser controladora do consórcio Amazônia 5G, que detém frequências para o bloco composto por São Paulo e região Norte.
Busnardo destacou que os três estados do Sul mais São Paulo representam 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. “É uma área bastante promissora, considerando que, no móvel, para conseguir atingir os resultados esperados, precisamos aumentar a escala. A conta é multo boa, à medida que conseguirmos acelerar as vendas”, asseverou.
O CEO também afirmou que a região Norte, onde a operação será feita por meio de parceiros do consórcio Amazônia 5G, vai ajudar a Unifique a ter “um sucesso mais acelerado do que imaginamos no fim do ano passado”.
Vendas avulsas e parcerias
A Unifique fechou o primeiro trimestre com 288 mil usuários de telefonia móvel. Até aqui, 86% da base também são clientes de banda larga.
O executivo reconheceu que a empresa tem vendido poucos chips de forma avulsa, desvinculados de combos. Isso ocorre, em sua avaliação, porque a Unifique ainda “não tem reputação no mercado de vender móvel”.
Para contornar esse cenário, a empresa vai reforçar as ações de marketing, de forma a trazer mais clientes que não necessariamente assinam o serviço fixo da operadora.
Outra estratégia para acelerar as vendas envolve parcerias com provedores de serviços de Internet (ISPs) interessados em lançar serviços móveis. Lançada recentemente, a plataforma de MVNO habilitada pela Unifique já conta com cerca de 3 mil chips ativos.
“A gente acredita que essa vertical pode ter um incremento interessante nos próximos meses”, disse o CEO.
Atingimento de metas
A Unifique planeja investir entre R$ 400 milhões e R$ 450 milhões em 2026. O capex deve ser dividido por igual entre as operações fixa e móvel.
Busnardo voltou a falar que o serviço móvel deve gerar R$ 170 milhões em receitas neste ano, acelerando para R$ 300 milhões em 2027.
“Acredito que, indo bem o nosso programa de parcerias, a gente fica perto da meta neste ano. Mas, no ano que vem, a gente espera bem mais do que R$ 300 milhões, acho que podemos acelerar”, pontuou.
