Palo Alto Networks investe mais de US$ 30 bilhões e aposta em novas plataformas para cibersegurança
Durante o Ignite on Tour São Paulo, realizado nesta terça-feira (12), Marcos Pupo, Presidente Latam da Palo Alto Networks, e Prakash Rajamani, VP Global de Produtos da Palo Alto Networks, compartilharam as expectativas sobre o avanço do cibercrime, as novas apostas para segurança digital e as ações da empresa para cibersegurança.
Pupo abriu o evento ao descrever como o uso de IA impulsionou a eficiência dos criminosos virtuais. O executivo afirma que os malfeitores apresentaram um ganho de 4 vezes em velocidade e, em contrapartida, exige que as empresas reajam com maior rapidez. “Se a gente pegar o último ano, demorava entre 4 e 5 horas para fazer a filtração de dados, a gente já teve casos específicos, onde isso aconteceu em pouco mais de uma hora e em outros casos ainda em poucos minutos. A identificação de vulnerabilidade, que antes nos permitia nos preparar e proteger o nosso ambiente antes que aquilo fosse utilizado como um possível ataque. Hoje a gente percebe que isso acontece muito rapidamente, em casos de até 15 minutos”, explica.
O presidente Latam compartilha que, diariamente, a Palo Alto processa 500 bilhões de eventos, cerca de 17 petabytes, e bloqueia 30 bilhões de tentativas de ataques. O executivo defende, também, que as empresas devem evoluir de um modelo de soluções fragmentadas para uma arquitetura unificada e automatizada baseada em dados para “combater IA com IA”. “É exatamente o que a gente acredita [combater IA com IA], mas a forma de fazer isso depende de uma re-arquitetura, de uma nova filosofia de como tem que ser implementado as arquiteturas de cibersegurança dentro das empresas”, justifica.
O último tópico abordado por Pupo é sobre o investimento da Palo Alto em inovação e aquisições recentes. O executivo ressalta a aquisição de 5 empresas e um valor de US$ 30 bilhões no último ano, com destaque para a CyberArk, voltada à integração da área de identidade. Além disso, destaca a Prisma Airs, descrita como uma plataforma potente para segurança de IA de ponta a ponta. “A Prisma Airs é a única e mais potente plataforma para segurança de AI dentro das empresas end-to-end”, conclui.
Rajamani, por sua vez, aprofunda o cenário atual e o futuro da cibersegurança, além da implementação das plataformas e os desafios da evolução da IA. O executivo aponta que os ataques estão cada vez mais rápidos, com aumento de 470% do estilo SaaS ano contra ano e uma redução no tempo de ataque de 9 dias, em 2021, para menos de 30 minutos.
Rajamani traz que 70% dos ataques atingem 3 ou mais superfícies e destaca quatro focos de ataques: modelos de IA vulneráveis, Shadow AI e agentes de IA 2A2. “As máquinas estão aprendendo de outras máquinas. Isso que as empresas precisam para se proteger daqui para frente. Então, basicamente, é assim que temos inovado e trazido soluções para o mercado”, explica.
O VP de produtos afirma que as aquisições da Palo Alto são a chave para inovar com segurança na mesma velocidade da evolução da IA. “À medida que a transformação da IA evolui, estamos inovando nesse mesmo ritmo. Mas o mais importante a se lembrar é que não se trata da inovação em si. Trata-se de garantir que essas soluções sejam totalmente integradas à nossa plataforma “, ressalta.
Rajamani destaca que a Prisma Airs 3.0 assume um papel ímpar para a nova era de segurança digital da Palo Alto. “Existem novas superfícies de ataque quando se considera a cadeia de suprimentos de ponta a ponta, que agora inclui modelos, agentes e outros componentes que antes não faziam parte dela. Isso gera riscos em tempo de execução, já que a IA gera dados dinâmicos e introduz malware nesses dados para comprometê-los em tempo de execução e entregar essa solução aos seus clientes. Nós usamos o Prisma para se defender disso”, afirma.
A plataforma, segundo o executivo, atua em três frentes: descoberta, assess e proteção. “Queremos garantir que sejamos capazes de identificar todos os modelos de IA, todos os agentes de IA, mas não apenas os recursos de IA. Também de identificar todos os recursos não relacionados à IA que estão em execução na empresa. É muito, muito importante que você não se concentre tanto na IA a ponto de esquecer que ainda existem bancos de dados legados, aplicativos legados e informações de legado que a IA irá aproveitar e utilizar. Portanto, você precisa compreender todo o universo de tudo o que existe em uma empresa. Se você deixar isso de lado, vai perder certas partes do aplicativo que não vão ser protegidas”, explica.
Ainda, Rajamani aponta que ser capaz de centralizar todo o tráfego de agentes em um único ponto do, graças ao AI Gateway, foi capaz de acelerar a governança e a escalabilidade enquanto protege vulnerabilidades de portfólio. “Precisamos garantir que todo o tráfego proveniente dos agentes de IA passe por um único ponto de controle, no qual você possa definir políticas, gerenciar e saber exatamente o que é permitido e o que não é. Se você não tiver um gateway centralizado para canalizar todo o tráfego de IA, não será capaz de gerenciá-lo, controlá-lo e decidir o que é permitido e o que não é na sua empresa. Isso é muito importante para a forma como você vai escalar a IA na sua empresa”, explica.
Em sua fala, o VP de produtos aborda que a integração das novas soluções permitiu a Palo Alto levar segurança até os endpoints de maneira ainda mais eficaz e também tornou possível a incorporação de uma ferramenta específica para proteção em browsers, já que 95% dos ataques tem como base a web. “85% dos trabalhos são feitos pelos browsers. E-mail, criação de conteúdo, calendário está tudo lá. Com browsers agênticos, agora você tem aplicativos rodando no navegador que coletam suas informações pessoais e realizam tarefas por você. Isso cria pontos cegos de identidade na sua empresa. Como você vai proteger as pessoas que baixam esses navegadores e começam a explorar os dados da sua empresa? O Prisma Browser é um navegador corporativo que usa IA para garantir proteção contra isso”, justifica.
Por fim, Rajamani aconselha que os passos para o futuro da cibersegurança envolvem a aplicação de ferramentas corretas e que façam sentido com o contexto da empresa, soluções em real time, rápida solução de crises e identificar e corrigir vulnerabilidades antes que se tornem problemas.
