Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

Brisanet amplia receitas, mas endividamento cresce com móvel

Impulsionada pela expansão da base de clientes de banda larga e de telefonia móvel, a Brisanet ampliou a receita líquida em 16% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 453,9 milhões, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 12.

Em um período marcado pelo aumento do endividamento líquido, a operadora nordestina auferiu lucro líquido de R$ 19,1 milhões, queda de 6,6% ante o mesmo intervalo do ano anterior.

Confira, a seguir, os principais números da Brisanet no primeiro trimestre, na comparação anual.

Lucro líquido: R$ 19,1 milhões (-6,6%);
Ebitda ajustado: R$ 191,8 milhões (+10,8%);
Margem Ebitda ajustado: 42% (-2 pontos percentuais);
Receita líquida: R$ 453,9 milhões (+16%);
Dívida líquida: R$ 1,7 bilhão (+18,3%);
Alavancagem: 2,24x;
Capex: R$ 172 milhões (-45,4%).
Margem em queda
Conforme o balanço, a Brisanet registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 191,8 milhões, alta anual de 10,8%. A margem Ebtida ajustado, por sua vez, teve queda de 2 pontos percentuais (p.p.), para 42%.

Segundo a empresa, “a queda da margem em relação ao ano anterior se deve, principalmente, ao crescimento da base de clientes móvel e ao consequente aumento de custos de roaming, bem como aumento de energia elétrica devido ao crescimento da infraestrutura móvel e maior provisão para contingências”.

Além disso, a ampliação da força de trabalho e os preparativos para iniciar a operação de telefonia móvel no Centro-Oeste, prevista para julho, ainda sem a captura de receitas, contribuíram para derrubar a margem no início deste ano.

Dívida líquida cresce
A Brisanet fechou o primeiro trimestre com dívida líquida de R$ 1,69 bilhão, alta de 18,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em geral, segundo a operadora, o endividamento está relacionado aos investimentos em infraestrutura móvel e à expansão da base de clientes de fibra óptica.

Inclusive, a alavancagem (dívida líquida/EBITDA em 12 meses) subiu para 2,24x, ante um índice de 2,21x ao fim de 2025. Para a empresa, a alavancagem se encontra “em níveis controlados”.

Já o Capex, considerando adições de imobilizado e intangível, somou R$ 172,5 milhões no período de janeiro a março. O montante aponta redução de 45,4% nos investimentos em comparação aos desembolsos feitos há um ano.

Operacional
A Brisanet ativou 13,1 mil novos acessos de banda larga no primeiro trimestre, totalizando uma base de 1,56 milhão de assinantes. Desse total, cerca de 38 mil são clientes de FWA, tecnologia que usa o 5G como Internet fixa.

Já na telefonia móvel a operadora contava com 953 mil usuários ao fim de março, tendo ativado mais de 101 mil chips nos três primeiros meses do ano. A rede móvel estava presente em 313 cidades, em uma área onde vivem 15 milhões de habitantes.

A operadora ainda adiantou dados de abril, mês em que registrou a entrada de 5 mil novos clientes de banda larga e 36 mil de telefonia móvel. A cobertura do serviço celular também foi estendida para 320 cidades.

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