Brasil ameniza perdas do Grupo TIM no primeiro trimestre
Em um período marcado por vendas mais fracas na Itália, o Grupo TIM (antiga Telecom Italia), dono da TIM Brasil, registrou prejuízo de 292 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,7 bilhão) no primeiro trimestre deste ano.
As perdas mais do que dobraram (+135,4%) em relação ao resultado negativo apurado no mesmo período do ano passado (124 milhões de euros).
Os bons resultados da operação brasileira, no entanto, amenizaram os números gerais do grupo. Ao todo, a multinacional registrou 3,3 bilhões de euros (aproximadamente R$ 19,12 bilhões) em receitas no primeiro trimestre, alta anual de 1,4%, de acordo com balanço financeiro divulgado nesta semana.
O faturamento teve expansão de 6,4% (1,1 bilhão de euros) no Brasil, ao passo que as atividades na Itália, ainda que representem dois terços das receitas, registraram queda de 0,9% (2,2 bilhões de euros). Segundo o grupo, a baixa no território italiano foi puxada por um desaquecimento nas receitas de MVNO.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do grupo totalizou 964 milhões de euros, baixa anual de 1,7%. Novamente, a TIM Brasil contribuiu positivamente para os resultados (+3,9%), mas não o suficiente para contrabalancear o tombo de 7,1% na Itália.
O Grupo TIM fechou o primeiro trimestre com investimentos na ordem de 416 milhões de euros (-9%) e dívida financeira líquida ajustada após arrendamentos de 7,3 bilhões de euros – neste caso, o endividamento teve um incremento de 436 milhões de euros em relação ao fim do ano passado. A alavancagem ficou abaixo de 2x.
CEO global parabeniza TIM Brasil
Em breve comentário sobre os resultados do primeiro trimestre, Pietro Labriola, CEO do Grupo TIM, afirmou que “a TIM Brasil [vem] se confirmando entre as melhores operadoras de telecomunicações do mundo”.
Segundo o executivo, os resultados do primeiro trimestre “estão em linhas com as previsões do grupo”. Para 2026, a ideia é posicionar a operação italiana como líder “em soberania digital e inteligência artificial”, além de “simplificar a estrutura corporativa” da multinacional.
Labriola ainda destacou que o fluxo de caixa previsto para este ano vai ajudar a reduzir de forma significativa a dívida e a alavancagem da companhia.
