Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

Brasil produziu 81 milhões de toneladas de lixo em 2025, mas só reciclou 4,5%

Das mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos no Brasil em 2025, 40% foram para destinações incorretas, aterros sanitários e lixões a céu aberto, mesmo com esses lugares sendo proibidos pela atual Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Os dados são do Panorama Dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema).

Dados do Ministério das Cidades apontam que das mais 80 milhões de toneladas de lixo produzida no país, apenas 4,5% foi efetivamente reciclada. Bem abaixo da meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que visa a reciclar 20% dos resíduos até 2025.

O uso de uma gestão de resíduos ineficiente, como aterros sanitários à céu aberto em detrimento das práticas de reciclagem, levam a uma progressiva crise climática, perda de biodiversidade e poluição, especialmente do solo.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos institui a obrigatoriedade da gestão correta dos descartes dessa categoria por parte das grandes indústrias para amenizar os efeitos do tripé previsto pela ONU.

Alerj faz audiência pública sobre melhoria na gestão de chorume no estado

A Comissão de Defesa do Meio Ambiente, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), promove hoje para debater a criação de diretrizes para a melhora na gestão de chorume no Estado do Rio.

A audiência foi pautada pelo vice-presidente do Colegiado, deputado Renato Machado (PT), que destacou como o extravasamento de chorume representa um problema ambiental grave.

“Nos últimos anos, o estado ainda enfrenta desafios estruturais na gestão de resíduos, apesar do avanço de aterros sanitários controlados. Casos recorrentes de vazamentos e contaminação estão associados tanto a lixões desativados quanto a áreas com gestão inadequada”, afirmou o parlamentar.

Foram convidados para participar da audiência o secretário de Estado de Ambiente, Ricardo Mascarenhas; a promotora de Justiça do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), Gisela Pequeno; o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Rio de Janeiro (Ibama-RJ), Rogério Geraldo Rocco; o presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), Rafael Carvalho de Menezes; a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Denise Marçal Rambaldi; o presidente da Comlurb, Jorge Arraes; entre outras autoridades.

 

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