Ímã que não gruda fará a diferença na computação magnética

[Imagem: DTU]
Ferrimagnetos compensados
Químicos sintetizaram um material que combina duas propriedades aparentemente incompatíveis: Internamente, ele tem uma estrutura magnética estável, enquanto, externamente, ele não apresenta praticamente nenhum campo magnético.
Isso é de grande interesse para uma série de abordagens para o futuro da computação, da eletrônica tradicional à spintrônica, ou computação baseada no magnetismo, que gasta muito menos energia e não perde os dados se a energia faltar.
Essa espécie de “ímã que não gruda” pertence a uma classe rara de substâncias, conhecidas como ferrimagnetos compensados. Nesses materiais, os momentos magnéticos dentro da estrutura cristalina apontam em direções diferentes. Internamente, o magnetismo é muito forte, mas os momentos magnéticos praticamente se cancelam. Como resultado, o material apresenta apenas um campo magnético externo muito fraco. Otimizaçãode sites
Isso diferencia os ferrimagnetos compensados dos ímãs convencionais, já que eles praticamente não geram interferência magnética indesejada, ou “ruído”, permitindo sua integração em circuitos eletrônicos muito densos, e até mesmo no interior de chips.
“Agora temos um material com uma estrutura magnética muito bem ordenada, mas sem o campo magnético que normalmente causa problemas na eletrônica,” disse o professor Kasper Pedersen, que liderou a equipe de pesquisadores do Chile, Dinamarca, França e Polônia.
Ajuste das propriedades magnéticas
Nos componentes eletrônicos atuais, a informação é transportada principalmente pela carga elétrica do elétron. Na spintrônica, por outro lado, a informação é transportada pelo spin dos elétrons (seu momento magnético), o que tem viabilizado componentes mais rápidos e um consumo de energia significativamente menor. Um dos principais desafios nessa linha de desenvolvimento é que os materiais magnéticos perturbam o ambiente ao seu redor, atrapalhando o adensamento dos circuitos.
