Segunda-feira, 27 de Julho de 2026

Enel agora contesta cálculo da Aneel sobre apagão de 2025 em SP

A Enel São Paulo apresentou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de reconsideração contra o despacho que abriu o processo de caducidade da concessão da distribuidora. A empresa também pede que os efeitos da decisão sejam suspensos até a análise final do recurso pela diretoria da agência. A caducidade é o procedimento que pode levar à perda da concessão por descumprimento de obrigações ou não prestaçã0 adequadamente o serviço.

No pedido, a Enel afirma que houve erro no método usado pela Aneel para medir o restabelecimento de energia durante os eventos climáticos de dezembro de 2025. A agência concluiu que 67% das unidades atingidas foram religadas em até 24 horas, mas a empresa diz que o índice correto seria de 80,2%. Na ocasião, um forte ciclone extratropical atingiu a capital paulista na segunda semana de dezembro, com ventos de quase 100 km/h, causando um apagão massivo. Mais de 2,2 milhões de clientes da Enel ficaram sem energia na região metropolitana, com interrupções que duraram mais de cinco dias.

A Enel argumenta na carta que a diferença entre o cálculo da distribuidora e o da agência está na metodologia adotada. Segundo a empresa, a Aneel considerou o pico simultâneo de consumidores sem energia, o que distorce o resultado. Para a companhia, o correto seria acompanhar a recomposição ao longo de todo o evento, com base no total de clientes afetados em diferentes momentos. A reportagem pediu manifestação da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre os argumentos e contestações apresentados pela Enel.

No documento, a empresa afirma que “o despacho recorrido produz efeitos imediatos e que têm relevante impacto para a distribuidora, ao determinar a instauração do processo de caducidade e ao formalizar a suspensão da análise do processo de renovação da concessão”.

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