Board da TIM aprova participação no leilão de 700 MHz
A TIM aprovou formalmente sua participação em todas as fases do leilão da faixa de 700 MHz que será realizado pela Anatel a partir de amanhã, 15. A decisão foi tomada pelo conselho de administração da companhia em reunião realizada nesta terça-feira, 14 de abril.
Segundo a ata, os conselheiros tomaram conhecimento das condições gerais para a presença da operadora no certame e aprovaram a participação da companhia “em todas as fases” do leilão, em conformidade com o edital já publicado pela agência reguladora. O colegiado também ratificou todos os atos preparatórios já praticados até a data da reunião.
O que a TIM autorizou
A deliberação dá poderes para que diretores e procuradores da TIM pratiquem os atos necessários para a participação no leilão. Entre eles estão a contratação das garantias exigidas, a apresentação de propostas de preço, a formulação de lances, a entrega de documentos de habilitação e regularidade fiscal, a assinatura de atas e listas de presença, além da apresentação de impugnações, requerimentos, recursos e pedidos de reconsideração.
A autorização também alcança medidas posteriores ao leilão, caso a empresa venha a ser vencedora, como a obtenção das autorizações de uso de radiofrequência, a definição de localidades associadas a compromissos e a assinatura dos respectivos termos de autorização. As garantias previstas incluem carta de fiança bancária, seguro-garantia ou caução em dinheiro.
A ata mostra que a TIM já estruturou internamente sua governança para disputar a faixa. Embora o documento não detalhe estratégia de lance, valores ou blocos de interesse, ele deixa claro que o conselho liberou a companhia para atuar plenamente dentro das possibilidades previstas no edital da Anatel.
Esse tipo de aprovação societária costuma anteceder a entrega de documentos e garantias em processos licitatórios de grande porte, sobretudo em disputas por espectro, em que as operadoras precisam demonstrar capacidade financeira e respaldo formal dos órgãos de administração.
Mudança na diretoria jurídica
Além do leilão, o Conselho da TIM registrou a renúncia de Fabiane Reschke, apresentada em 31 de março de 2026, com efeito imediato, aos cargos de diretora jurídica e secretária do conselho de administração. Com isso, o cargo de diretor jurídico permanece vago até a eleição e posse de um substituto.
A companhia também informou que Leonardo Caiaffo Ferreira foi indicado e eleito para exercer a função de secretário do conselho de administração até a primeira reunião do colegiado após a assembleia geral ordinária de 2027. A diretoria estatutária, por sua vez, passa a contar com Alberto Mario Griselli na presidência, Andréa Palma Viegas Marques na diretoria financeira, Vicente de Moraes Ferreira em relações com investidores, Mario Girasole em assuntos regulatórios e institucionais e Maria Antonietta Russo em pessoas, cultura e organização.

