Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Mais de 10% dos celulares vendidos no Brasil são irregulares

Cerca de 12% dos aparelhos vendidos no país, o equivalente a 4,5 milhões de unidades, não possuem homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), exigida para que equipamentos de telecomunicações possam operar legalmente no Brasil. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e mostram que, apesar da redução de sete pontos percentuais em relação a 2024, o volume de dispositivos fora das regras ainda é considerado alarmante.

Segundo dados da consultoria International Data Corporation (IDC), o mercado oficial de smartphones registrou leve retração em 2025. Foram vendidos 31,8 milhões de aparelhos, queda de 2% em relação a 2024. Considerando também os celulares tradicionais, o total chegou a 32,4 milhões de unidades, redução de 3%. Apesar da diminuição no volume, o faturamento do setor cresceu 12% em termos nominais, atingindo R$ 47,7 bilhões, impulsionado pela preferência dos consumidores por modelos mais avançados e de maior valor.

Para a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (Abriq), a presença significativa de celulares não homologados no mercado representa riscos que vão além da concorrência desleal, afetando diretamente o consumidor e o funcionamento adequado das redes.

A homologação conduzida pela Anatel avalia aspectos como segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética, desempenho e limites de exposição à radiofrequência. O processo assegura que os aparelhos funcionem de forma adequada nas redes nacionais e não causem danos aos usuários ou à infraestrutura de telecomunicações.

Para evitar problemas, especialistas recomendam que os consumidores verifiquem se o aparelho possui o selo de homologação da Anatel e consultem o banco de dados público da agência antes da compra.

O Brasil conta com 272 milhões de smartphones em uso, cerca de 1,3 aparelho por habitante, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), reforçando tanto a relevância do setor quanto a demanda por soluções de gestão voltadas ao varejo e à assistência técnica de dispositivos.

 

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