Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

PMEs são setor-chave para operadoras neste ano

As Pequenas e Médias Empresas (PMEs) serão o foco principal das operadoras neste ano. Durante painel realizado no Fórum de Operadoras Inteligentes (FOI), evento organizado por Mobile Time e Teletime em São Paulo, Claro, TIM e Vivo comentaram como essas companhias exigem abordagens, modelos de negócios e pacotes de serviços específicos para atender às suas demandas.

Para Karina Baccaro, diretora de marketing e operações B2B da Vivo, “não há um único remédio para todas as verticais e portes de empresas, por isso, precisamos nos adaptar ao modelo de negócio mais atraente às PMEs”, disse. Entendimento parecido ao de Paulo Humberto Gouvea, diretor de vendas B2B da TIM, que apontou o desafio de mostrar o valor agregado que esses serviços têm dentro do corporativo.

Baccaro explicou que a Vivo busca ajudar esse público a “fazer o básico bem feito” com soluções práticas, da locação de computadores, a plataformas de colaboração financeira. A operadora vem apostando em novas verticais, com aquisições de empresas que atuam em diferentes segmentos, como a Vita, especializada em networking, e a IPNET, que oferece soluções de cloud. “Não há uma receita de bolo, é preciso termos bons parceiros, capacitar nossas equipes e analisar nossos concorrentes”, destacou a executiva.

Na sua concepção, essas iniciativas aprimoram a forma como a Vivo trabalha com as pequenas e médias empresas, ao tempo em que desafiam a operadora a manter os seus preços competitivos para caber no orçamento dos seus usuários. Uma outra frente citada por ela é o atendimento oferecido ao B2B. “Fazemos questão de não terceirizar o atendimento oferecido a empresas, tanto que temos 5 mil consultores de relacionamento presencial. Vejo isso como uma forma de expandir nossos negócios dentro do cliente”, afirmou.

Padronização, serviços de prateleira e 5G às PMEs
Já na TIM a aposta é na criação de pacotes padronizados, os serviços de prateleira, e de SaaS. Gouvea, diretor de vendas B2B da operadora, explicou que isso faz com que as tecnologias pesem menos no orçamento dos clientes, o que é importante em meio a um fluxo tão rápido de mudanças nessas ferramentas. Além disso, a operadora pretende levar suas soluções e conectividade – que já têm boas performances em outras verticais, como agronegócio e rodovias – às pequenas e médias empresas.

Já Alexandre Gomes, diretor de marketing da Claro Empresas, trouxe um contraponto ao debate, apontando o desafio de levar redes privativas 5G às PMEs, algo que hoje ainda exige maturidade digital e alto investimento, embora promova uma transformação digital, que habilita outras inovações, como IA, IoT, Cloud e Analytics.

 

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