Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026

Virtueyes integra eSIM e redes em estratégia para IoT corporativo

A operadora móvel virtual Virtueyes anunciou uma nova estratégia para o mercado corporativo baseada na integração de eSIM e múltiplas redes de conectividade, com foco na gestão de dispositivos IoT em operações distribuídas.

A proposta, chamada de linha Air, envolve o uso de eSIM para permitir a ativação e a gestão remota de perfis de conectividade, sem necessidade de troca física de chips em setores como energia, logística, indústria e segurança.

Presidente da empresa, Taize Wessner disse ao TELETIME que o modelo busca atender operações nas quais dispositivos IoT estão espalhados em campo e exigem gestão centralizada. A estratégia inclui a integração de redes públicas e privadas a uma plataforma de gerenciamento.

A solução de eSIM tem aparecido cada vez mais em dispositivos IoT. Segundo Wessner, o mercado espera que, até 2028, mais da metade das conexões móveis em smartphones no mundo utilize eSIM.

Já para 2030, a expectativa é que a tecnologia se consolide como padrão da indústria, com estimativas indicando que entre 76% e mais de 80% dos aparelhos lançados adotem exclusivamente o formato virtual.

“A evolução não está apenas no formato do SIM Card, mas na capacidade de gerenciar diferentes tecnologias de conectividade de forma integrada, garantindo continuidade operacional”, afirmou o CTO da empresa, Israel Peixoto.

Demanda por IoT
Segundo Tayze Wessner, esse movimento ocorre em um contexto de expansão do uso de IoT em diferentes segmentos da economia, impulsionado pela digitalização de processos e pelo uso crescente de dados em operações empresariais.

Para a executiva, o mercado de IoT no Brasil entrou em uma nova fase. “Eu avalio que agora nós estamos entrando em uma curva que essa tecnologia já deixou de ser moda. Deixou de ser apenas desejo das empresas e passou a ser uma necessidade”, afirmou.

No cenário, de acordo com Wessner, as companhias já não precisam mais ser convencidas sobre a adoção de IoT: agora são elas que batem na porta de empresas de conectividade como a Virtueyes atrás de projetos desse tipo.

Ainda segundo a CEO, a expansão da inteligência artificial (IA) terá papel central nesse processo, ao aumentar a demanda por dados.

Expansão
O avanço desse setor no Brasil, no entanto, poderia ser ainda mais rápido. Além da falta de linhas de financiamento adequadas para cidades inteligentes e indústria, Wessner apontou o custo de capital como principal obstáculo para a expansão de projetos no País.

Hoje, a taxa básica de juros da economia (Selic) está em 14,75%. Este é um dos maiores níveis históricos do País, e tem a ver com os esforços do Banco Central (BC) para cumprir a meta de inflação de 2026 no Brasil, que foi fixada entre 1,5% e 4,5%.

Mesmo assim, a expectativa é de crescimento contínuo do mercado nos próximos anos, ainda que condicionado ao ambiente macroeconômico. “O volume vai acontecer, mesmo com todo esse contexto econômico não favorável”, disse.

Evento
A Virtueyes será uma das participantes do Fórum de Operadoras Inovadoras na próxima segunda-feira, 13.

O seminário organizado em parceria por Mobile Time e TELETIME é dedicado ao debate das últimas tendências em redes de telecomunicações, apontando para novas tecnologias e novos modelos de negócios relacionados à infraestrutura e à conectividade B2B.

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