Redes celulares privativas precisam se preocupar com segurança, alerta Palo Alto
Há 477 redes celulares privativas (RCPs) em operação no Brasil, de acordo com relatório publicado por Mobile Time sobre o tema no ano passado, mas poucas delas foram construídas pensando em segurança desde a sua concepção, alerta o country manager da Palo Alto no Brasil, Marcos Oliveira, em conversa com Mobile Time.
“Muitas dessas empresas não compreendem o desafio que essas redes privadas trazem do ponto de vista de cibersegurança”, comenta. “A superfície de ataque no caso de uma rede privada é grande porque tem muitos equipamentos de IoT”, acrescenta
Oliveira destaca que uma rede privativa traz os mesmos desafios de segurança que uma rede pública, e que o dono da rede precisa atentar para o fato de que é o responsável pelos dados trafegados nela.
As redes privativas precisam ser construídas seguindo o conceito de “security by design”, recomenda. Isso significa analisar a segurança em três camadas: 1) a arquitetura da rede em si, analisando todos os seus componentes, do core à rede de acesso; 2) os dispositivos conectados, incluindo sensores, drones etc; 3) as aplicações, inclusive de IA generativa, pois podem haver vulnerabilidades no uso de alguns LLMs abertos.
A Palo Alto fornece tecnologias de segurança que analisam do comportamento do tráfego de dados na rede, inspecionando tudo que entra e sai dela e alertando em casos suspeitos – tudo isso é feito sem acessar o conteúdo em si, apenas investigando métricas do tráfego.
