Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

IX.br bate novo recorde de troca de tráfego, com 50 Tbps

O IX.br alcançou em meados de março a marca de 50 Terabits por segundo de tráfego agregado, novo recorde da iniciativa operada pelo NIC.br. Desse total, 32 Tbps foram registrados no ponto de troca de tráfego de São Paulo, que concentra o maior volume nacional e lidera também em número de participantes.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) atribui o crescimento ao avanço do consumo de conteúdo online e da demanda por serviços digitais. Segundo Milton Kashiwakura, diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, o uso mais intenso de plataformas de streaming de vídeo, redes sociais e serviços em nuvem ajudam a explicar o aumento na troca de dados.

A operação do IX.br tem papel central na interconexão entre provedores de acesso à internet e provedores de conteúdo. Pela estrutura, as redes trocam pacotes de dados diretamente entre si, sem percursos mais longos por outras rotas, o que reduz a distância percorrida pelo tráfego e melhora o desempenho da conexão.

Estrutura nacional de interconexão
O IX.br está presente em 39 áreas metropolitanas das cinco regiões do país. O conjunto reúne cerca de 3,8 mil sistemas autônomos participantes e aproximadamente 7 mil conexões.

Julio Sirota, gerente de Infraestrutura do IX.br, afirmou que o crescimento da iniciativa acompanha a própria expansão da internet no Brasil. No caso de São Paulo, ele destacou que, mesmo com os esforços de descentralização da troca de tráfego, a capital paulista continua ampliando sua relevância com a entrada de novas redes e o aumento do volume transportado pelas já conectadas.

São Paulo abriga hoje mais de 2,5 mil redes diretamente conectadas. Fortaleza aparece como o segundo maior ponto de troca de tráfego do país e mantém crescimento constante, contribuindo para uma distribuição mais equilibrada de conteúdo digital.

Avanço do OpenCDN
O recorde de tráfego também ocorre em meio à expansão do OpenCDN, projeto do NIC.br voltado à descentralização da distribuição de conteúdo e ao reforço da resiliência da rede nacional. A iniciativa permite que redes de distribuição de conteúdo instalem servidores de cache em data centers parceiros conectados aos pontos de troca do IX.br em diferentes regiões brasileiras .

Esses servidores armazenam temporariamente cópias de conteúdos mais acessados e criam rotas mais curtas para entrega dos dados ao usuário final. Segundo o NIC.br, essa arquitetura contribui para maior agilidade e estabilidade na entrega do conteúdo, além de apoiar o crescimento do tráfego agregado total da infraestrutura.

Atualmente, o OpenCDN está presente em Salvador, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Caruaru, Feira de Santana, Belém e Goiânia. A próxima cidade prevista na expansão é Campo Grande.

Tanto o IX.br quanto o OpenCDN são iniciativas apoiadas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e operadas no âmbito das ações do NIC.br para a infraestrutura de internet no país. (Com assessoria de imprensa)

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