Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

As posições conflitantes dos credores sobre proposta do BTG por ações da V.tal

Segundo apurou este noticiário, os credores da Oi estão divididos sobre a oferta dos fundos BTG pela compra da participação da operadora na V.tal. De um lado estão os credores que não têm disputas em curso, e que apoiam a oferta. De outro, os credores em disputa com a próipria Oi, que rejeitam a oferta.

O grupo de credores ad-hoc da Oi (conhecidos como AHG, mas nominalmente Pimco, SC Lowe e Ashmore), que tenta fazer uma oferta por esta participação com os próprios créditos, se manifestou contrariamente à proposta. Estes são os fundos que estão com as ações arrestadas pela Justiça em duas instância e, nesse momento, têm a sua atuação (quando estavam como gestores da companhia) questionada pela administração judicial e pelo próprio juizo da recuperação.

Já os demais credores, que não estão em disputa com a Oi, manifestaram-se ao gestor judicial majoritariamente (com um percentual de 66%) favoráveis à aprovação da proposta dos fundos BTG pelas ações da V.tal. Ainda há a expectativa de credores trabalhistas venham a se manifestar até o dia 25, e uma decisão final é esperada para o dia 30 pela Juíza Simone Chevrant, avaliando as ponderações do gestor Judicial e do Ministério Público.

A proposta, conforme detalhou TELETIME, cobre os créditos prioritários da Oi e foi feita pensando no interesse do conjunto dos principais credores nesse momento, chegando a R$ 4,5 bilhões.

A proposta dos fundos BTG, no entanto, dificilmente será alterada. O contexto internacional aumentou o risco de exposição dos fundos ao Brasil e não há disposição de tornar a proposta mais agressiva, segundo apurou este noticiário.

Há, nesse momento, um jogo de negociação (e nervos) nos bastidores, com os fundos AHG fazendo pressão para uma melhor proposta ou para conseguirem eles próprios entrar na disputa com os créditos (o que já foi negado pela Justiça), e do outro dos fundos do BTG, que buscam mostrar decisão pela proposta atual. Apostam inclusive no critério técnico, já que a proposta da Claro pela Desktop teria utilizado os mesmos múltiplos calculados pelo BTG em relação à V.tal para valorar a empresa.

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