Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

Unifique fecha 2025 com lucro de R$ 209 milhões e acelera operação móvel no Sul

A Unifique encerrou 2025 com crescimento de receita, avanço de rentabilidade e expansão da operação móvel, reforçando sua estratégia de consolidação no Sul do país. A companhia registrou receita operacional líquida de R$ 1,185 bilhão no ano, alta de 15,6% em relação a 2024. O EBITDA ajustado somou R$ 603,4 milhões, com crescimento de 21,4%, enquanto o lucro líquido avançou 19,8%, para R$ 209 milhões.

No quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 323,5 milhões, alta de 21,8% na comparação anual. O EBITDA ajustado alcançou R$ 165,6 milhões, avanço de 30,7%, com margem de 51,2%. Já o lucro líquido trimestral ficou em R$ 62 milhões, 25% acima do apurado no mesmo período de 2024. O capex caiu 10,2% no trimestre e 5% no acumulado do ano, para R$ 349,1 milhões.

Operação móvel ganha peso
A frente móvel foi o principal vetor de crescimento da operadora em 2025. A Unifique terminou o ano com 247.752 acessos de telefonia móvel, alta de 159,8% sobre 2024. A cobertura própria 4G/5G chegou a 128 cidades, sendo 76 em Santa Catarina e 52 no Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 4,4 milhões de pessoas.

Segundo a empresa, 53,6% das linhas ativadas no quarto trimestre vieram de portabilidade, enquanto 80,6% da base móvel já estava vinculada a ofertas em combo com banda larga fixa, totalizando 199.785 acessos. A receita de telefonia móvel somou R$ 69,1 milhões em 2025, expansão de 545,8% em relação ao ano anterior.

A companhia lembrou ainda que, em janeiro e fevereiro de 2026, inaugurou cobertura própria em mais 25 cidades. Também celebrou, em 27 de janeiro, acordo para aquisição da autorização de uso de radiofrequência referente a bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz da Ligga no Paraná, por R$ 20 milhões.

Banda larga cresce, com churn menor
Na banda larga, a Unifique terminou 2025 com 867.952 acessos, alta de 9,6% na comparação anual. Foram 43.207 adições líquidas orgânicas no ano, em linha com 2024, além de 32.891 adições inorgânicas decorrentes das aquisições da SerraNet, 3SNET e CSS Telecom.

O churn de banda larga caiu para 1,36% no quarto trimestre, abaixo dos 1,55% registrados um ano antes. Em Santa Catarina, a base cresceu 13,6%; no Paraná, 2,8%; e no Rio Grande do Sul houve retração de 3,3%. A companhia também reduziu a construção orgânica de portas, que caiu 41,9% no trimestre, para 15.048, mantendo foco na reorganização de redes adquiridas e na otimização de ativos.

Mudança no mix de receita
O desempenho anual também refletiu mudança no perfil das receitas. A receita de internet caiu 5,2% em 2025, para R$ 968,1 milhões, após reestruturação dos planos de banda larga. Em contrapartida, a receita de TV e mídia cresceu 115,3%, para R$ 296,5 milhões, e a de serviços de datacenter avançou 9,6%, para R$ 20,5 milhões.

Ao final de 2025, a dívida bruta totalizava R$ 650,6 milhões, queda de 11,8% frente a 2024. A relação dívida líquida sobre EBITDA em 12 meses ficou em 0,62 vez.

Após o fechamento do exercício, a companhia anunciou a compra de 100% da iSUPER Telecom, com equity value de R$ 37,9 milhões e assunção de controle prevista para 1º de abril de 2026. Também aprovou sua quarta emissão de debêntures simples, no valor de R$ 500 milhões, com prazo de sete anos e vencimento em março de 2033.

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