Sexta-feira, 3 de Abril de 2026

Viasat recebe direito de exploração do satélite GX8 no Brasil

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 18, acórdão do Conselho Diretor da Anatel que conferiu direito de exploração no Brasil para o satélite geoestacionário GX8, parte da frota Global Xpress da Viasat.

O artefato foi registrado como um satélite brasileiro e vai ocupar a posição orbital 72,5°O, para provimento de capacidade satelital nas faixas de frequências de 18,2 GHz a 20,2 GHz (enlace de descida) e 28 GHz a 30 GHz (enlace de subida), sem caráter de exclusividade.

A autorização valerá em todo o território nacional pelo prazo de 15 anos, a depender do cumprimento de condições. O prazo máximo para entrada em operação do GX8 é de dois anos, definiu a Anatel. A votação da matéria ocorreu no último dia 12 de março.

Para confirmar a licença, a Viasat precisa pagar o preço público pelo Direito de Exploração de satélite (no valor de R$ 102.677) e apresentar uma garantia do compromisso de colocar o Segmento Espacial em operação (no valor de 100 vezes o preço público). A garantia será executada caso o satélite não entre em operação no prazo definido.

Global Xpress
O GX8 é parte da próxima geração da frota Global Xpress da Viasat. Entre os objetivos estão a exploração de redes de mobilidade para ESIMs aeronáuticas, marítimas e terrestres. Os satélites GX7, 8 & 9 foram projetados para utilizar terminais atuais de clientes e pretendem oferecer o dobro da capacidade total da rede atual GX1-5.

A Viasat também afirma que a nova geração da GX terá satélites GEO definidos por software, com a capacidade de fornecer milhares de feixes independentes, de diferentes tamanhos, larguras de banda e níveis de potência, em tempo real.

Satélite brasileiro
Ao receber o direito de exploração como satélite brasileiro, o GX8 utilizará recursos de espectro e órbita notificados internacionalmente em nome do Brasil.

Assim, a Viasat pretende fazer a entrada em operação (bringing into use) de uma rede que já havia sido notificada pelo Brasil à União Internacional de Telecomunicações (a rede B-SAT-72.5W), mas que até então não estava vinculada a nenhum operador de satélites.

“A Viasat Brasil manifestou interesse em utilizar recursos de órbita e espectro em nome do Brasil, assumindo responsabilidade pelos procedimentos de coordenação e notificação da rede B-SAT-72.5W”, explica documento da Anatel.

Como satélite brasileiro, também há a previsão de instalação de estação terrena de TT&C (Telemetria, Telecomando e Controle) no País e manutenção de recursos humanos suficientes para a completa operação do controle em território nacional.

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