TIM ativa 5G na Antártica para apoiar pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas
A TIM ativou nesta segunda-feira, 16, sua rede 5G na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártica. Segundo a empresa, a infraestrutura presente no continente gelado foi atualizada e ganhou mais capacidade para transmissão de dados científicos produzidos na base brasileira.
O anúncio foi feito no Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. Na estação, estão em andamento 27 pesquisas dedicadas ao meio ambiente, sendo 19 voltadas especificamente ao entendimento das mudanças climáticas, de acordo com as informações divulgadas pela operadora.
A ativação do 5G decorre de um acordo firmado no fim de 2025 entre TIM, Marinha do Brasil, Ministério das Comunicações e Anatel, pelo qual a operadora assumiu a gestão e manutenção da rede, antes a cargo da Oi – que atravessa recuperação judicial e saiu do mercado móvel.
Com a atualização tecnológica, a conectividade da base passa a atender com mais velocidade e menor latência as atividades de coleta, processamento e envio de dados, além de reforçar a comunicação dos pesquisadores com equipes no Brasil.
Pesquisas em curso
A Estação Antártica Comandante Ferraz reúne 17 laboratórios voltados à pesquisa brasileira no continente. Somente em 2025, a unidade recebeu mais de 180 pesquisadores vinculados a projetos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Entre os projetos mencionados pela TIM está o CARBMET II, coordenado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com outras instituições brasileiras. O estudo investiga o papel do Oceano Austral no ciclo global do carbono, com monitoramento de fluxos de CO2, acidificação marinha e transferência de compostos entre água, sedimentos e atmosfera.
As medições são realizadas na Baía do Almirantado em diferentes períodos do ano e integram o Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, disse que a chegada do 5G à Antártica associa telecomunicações e ciência e reforça a estratégia do governo de tratar conectividade como ferramenta de desenvolvimento.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a ampliação da conectividade deverá aumentar a eficiência da produção científica na estação. Já a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que a comunicação na base é condição para segurança, eficiência e operação das pesquisas.
O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, declarou que a solução encontrada pela agência e pela operadora viabiliza investimento em favor da ciência brasileira. Também houve manifestação da Marinha do Brasil. Segundo o contra-almirante Robledo, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, a rede 5G permitirá que projetos apoiados pelo PROANTAR enviem dados processados em tempo real aos seus centros de pesquisa. (Com assessoria de imprensa)
