Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Nvidia, T-Mobile e Nokia testam AI-RAN para levar aplicações de IA à borda da rede 5G

A Nvidia anunciou hoje, 16 de março, parceria com a T-Mobile e a Nokia para testar aplicações de IA física sobre infraestrutura AI-RAN. O projeto usa equipamentos RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition, da Nvidia, na rede da operadora norte-americana e o software anyRAN, da Nokia, para processar cargas de IA em sites celulares e centrais de comutação, sem retirar da rede sua função de conectividade 5G.

O anúncio foi feito no GTC 2026, evento da Nvidia no qual a empresa revela novos produtos e pesquisas. Segundo a empresa, desenvolvedores como Fogsphere, LinkerVision, Levatas, Vaidio e Siemens Energy também participam da empreitada.

A proposta é usar a rede distribuída da T-Mobile para hospedar agentes de visão computacional e raciocínio capazes de operar em ambientes urbanos, redes de utilities e áreas industriais. A base de software para esses testes é o “Metropolis Blueprint for Video Search and Summarization”, agente de IA utilizado especializado em trabalhar com vídeo, da Nvidia.

Processamento sai do terminal e vai para a borda
O ponto central do projeto é deslocar parte do processamento de câmeras, robôs e outros equipamentos conectados para a borda da rede. As empresas afirmam que a combinação entre AI-RAN e 5G standalone busca resolver um gargalo de latência, segurança e cobertura que, segundo elas, limita a expansão da chamada IA física quando a conectividade depende apenas de redes locais. A T-Mobile diz que seu piloto se apoia na rede 5G standalone e 5G Advanced da companhia.

A arquitetura descrita pelas empresas prevê que a carga pesada de computação seja executada no ponto de borda mais próximo, reduzindo a exigência de hardware nos dispositivos de ponta. A Nvidia sustenta que esse desenho pode ampliar a escala de implantação de modelos de IA em equipamentos distribuídos, ao transferir para a rede parte do trabalho hoje concentrado no terminal.

Pilotos em cidade, utilities e indústria
Os casos citados incluem um piloto para operações urbanas em San Jose, com uso de visão computacional e gêmeo digital para apoiar o ajuste de semáforos e a resposta a incidentes; inspeção automatizada de linhas de transmissão; gestão predial baseada em vídeo; e monitoramento de segurança industrial em áreas com risco operacional. Em todos esses exemplos, a borda da rede passa a funcionar como ambiente de processamento para aplicações de IA conectadas ao 5G.

No mesmo pacote, a Nvidia lançou a terceira versão do blueprint de busca e sumarização de vídeo. A empresa afirma que a nova versão permite localizar eventos em vídeo em menos de cinco segundos e resumir gravações longas até 100 vezes mais rápido do que a revisão manual. Também informa que a arquitetura foi desenhada para ser modular, de modo a ser adaptada a operações em varejo, armazéns e instalações industriais.

O anúncio reforça um movimento que vem ganhando espaço no setor: usar a rede móvel como plataforma de computação distribuída, e não apenas como infraestrutura de transporte. No caso apresentado pela Nvidia, a aposta é que AI-RAN e edge computing passem a dividir com a conectividade o centro do desenho de rede. (Com assessoria de imprensa)

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