Ministro muda tom, fala em renovação com a Enel SP e critica Nunes
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mudou o discurso e defendeu ontem a renovação da concessão de energia da Enel na Grande São Paulo, apesar do histórico de apagões. A posição contrasta com a de dezembro, quando ele pediu o rompimento do contrato, ao lado do governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
Naquele mês, mais de 4 milhões de imóveis ficaram no escuro depois de ventania intensa – o terceiro grande blecaute na região desde 2023. “Tenho orientado a Aneel a despolitizar essa questão para que a gente avance na renovação também em São Paulo, porque é importante que a gente respeite a segurança jurídica”, afirmou o ministro, em audiência pública na Câmara.
Ele afirmou haver “politicagem” por parte de Ricardo Nunes (MDB) sobre o tema. “São Paulo é uma das metrópoles mais arborizadas do Brasil. Não se resolverá o problema se não houver boa vontade do prefeito na solução ( das podas).” A Enel e o Município trocam acusações sobre a responsabilidade no manejo.
O prefeito rebateu a crítica. “Esse senhor esteve comigo e com o governador e deu a palavra, inclusive à imprensa, de que fariam a caducidade ( rompimento) do contrato.” Já Tarcísio ironizou a questão do manejo. “O que eles querem, que a gente transforme a cidade em um campo de bonsai?”
Em 16 de dezembro, Silveira afirmou que estava “completamente unido” a Nunes e Tarcísio pela resci
Anteriormente Silveira havia avisado aos executivos que a situação da empresa em São Paulo era inviável
são. Em fevereiro, o Estadão mostrou que Silveira havia avisado até aos executivos da distribuidora que a situação da empresa em São Paulo era inviável.
Ontem, porém, a postura foi oposta. “A Enel cumpre, a princípio, boa parte ou quase a totalidade ( do exigido no contrato) – só não vou afirmar que tudo porque isso cabe à Aneel.” •
