Terça-feira, 7 de Abril de 2026

MCom defende soberania digital do Brasil no Parlamento Europeu

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, defendeu ontem, 5, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a soberania digital do Brasil e apontou investimentos em conectividade, data centers e cabos submarinos como eixo para inclusão digital e desenvolvimento de inteligência artificial.

A mensagem apresentada à União Europeia foi a de que o Brasil busca reposicionar seu papel na transformação digital. Na agenda oficial na sede do poder legislativo europeu, Tercius associou a discussão sobre infraestrutura e tecnologia a uma agenda de direitos e acesso, ao afirmar: “Não estamos aqui para debater apenas cabos ou algoritmos. Estamos aqui para debater o acesso às oportunidades, a dignidade das pessoas e o exercício da cidadania no século XXI. A inovação precisa caminhar junto com a inclusão”.

Três pilares citados pelo ministério
O Ministério das Comunicações informa que a estratégia brasileira está ancorada em três frentes: o Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID), a Política Nacional de Data Centers e a Política Nacional de Cabos Submarinos.

De acordo com Hermano Tercius, as iniciativas formam uma base estrutural para o avanço do país na economia digital e para o desenvolvimento de uma IA com foco em produtividade e segurança, alinhada a valores democráticos.

O secretário também vinculou os três eixos à preparação do país para aplicações de IA, em formulação apresentada como base de infraestrutura. “PNID, data centers e cabos submarinos são a preparação do solo. É sobre essa infraestrutura robusta que poderemos construir uma Inteligência Artificial verdadeiramente produtiva. O Brasil chega a este diálogo com a tranquilidade de quem está fazendo o dever de casa, investindo no social e garantindo infraestrutura”, declarou.

Soberania digital e rotas de dados
A defesa da soberania digital envolve reduzir vulnerabilidades externas, diversificar rotas de dados e ampliar a capacidade nacional de processamento e armazenamento de informações consideradas estratégicas. O ministério também relaciona essa agenda a investimentos em infraestrutura de conectividade como base para inclusão digital, inovação tecnológica e desenvolvimento de inteligência artificial no país.

Parceria com a União Europeia
Ao encerrar o discurso, Tercius afirmou que a parceria entre Brasil e União Europeia se apoia em valores democráticos comuns e na visão de que o progresso tecnológico deve se conectar ao desenvolvimento humano. “Inovação e inclusão caminham juntas. Essa parceria conecta continentes e fortalece uma transformação digital baseada em valores democráticos e no compromisso com as pessoas”, concluiu. (Com assessoria de imprensa)

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