Domingo, 5 de Abril de 2026

Na delegação da TelComp no MWC, Datora debate agenda regulatória

 

A presença no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, tem servido como ponto de encontro entre tecnologia, negócios e regulação para empresas brasileiras de telecomunicações. Na edição de 2026, a Datora e a Arqia participam da delegação organizada pela TelComp a fim de reforçar a importância de levar ao evento temas que impactam diretamente a expansão do IoT, o debate sobre destinação de espectro e outras discussões regulatórias, com as alterações no PGMC.

Segundo Tomas Fuchs, fundador e CEO da Datora, fazer parte da comitiva organizada pela TelComp é relevante por dois motivos: acesso estruturado ao que está sendo apresentado na feira e proximidade com autoridades brasileiras que acompanham a agenda. “É muito importante para a gente estar, primeiro, próximo da tecnologia”, e também, do “regulador, do Ministério das Comunicações, e parlamentares”. Segundo ele, o diálogo aberto ajuda a qualificar o debate sobre o que deve ser regulado e como.

“Quanto mais a gente pode explicar e mostrar in loco o que está acontecendo no mundo melhor vão sair tanto as regulamentações quanto leis que possam vir a acontecer no país”, disse. Na avaliação do executivo, o contato com a realidade tecnológica apresentada no evento ajuda a tornar o tema mais tangível para quem não vive telecom no dia a dia, inclusive no Legislativo.

Faixas baixas
Fuchs disse que a Datora é grande interessada em adquirir espectro em próximas licitações da Anatel, e lamentou não poder apresentar lance na primeira rodada do próximo leilão, da faixa como de 700 MHz. “Em 2021, nós fomos os únicos a bidar pela faixa”, observou, lembrando que agora terá de esperar detentoras de 3,5 GHz darem os lances antes de poder competir pelo ativo.

Outra faixa que disse ser do interesse do grupo é a de 850 MHz, assim como a de 450 MHz, esta, porém, tem desafios relevantes para utilização. “A faixa de 450 MHz é maravilhosa. Só que não tem aparelho, nem de IoT, nem normal”, disse. Segundo ele, mesmo quando existe disponibilidade, os custos ainda são altos.

Investimentos e expansão regional
No plano de negócios, Fuchs disse que a Datora e a Arqia têm investido em infraestrutura de plataforma e continuidade operacional. “A IoT no Brasil segue num bom crescimento então a gente tem feito investimentos em plataforma, redundância geográfica, aumentando ainda mais a disponibilidade para os nossos clientes”, afirmou. Ele acrescentou: “Estamos olhando aquisições também”.

O executivo também citou a abertura de operação no México. “Acabamos de abrir o escritório no México, então estamos saindo só de Brasil, vamos ser Latam”, disse.

TelComp como estrutura para presença coordenada no MWC
Ao integrar a delegação organizada pela TelComp, a Datora/Arqia reforça a leitura de que a interlocução entre empresas, reguladores e parlamentares melhora quando ancorada em evidências do que está sendo desenvolvido e adotado globalmente. “Eu acho que é fundamental essa interação entre parlamentares, entre regulador, entre empresariado e, obviamente, com as tecnologias próximas”, afirmou Fuchs.

Na prática, a delegação funciona como uma ponte: organiza a agenda de imersão tecnológica no MWC e amplia o espaço de diálogo sobre temas regulatórios que afetam diretamente o futuro do IoT e da competição no mercado brasileiro.

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