Nexus Telecom aposta em agilidade, governança e eficiência para crescer no mercado de torres
A Nexus Telecom nasceu a partir de uma leitura objetiva do mercado de infraestrutura de telecomunicações: havia espaço para uma operação mais ágil, eficiente e focada em gestão de portfólio. Com esse posicionamento, a empresa foi estruturada para atuar no segmento de torres com um modelo operacional enxuto, baseado em terceirização da execução e administração direta dos ativos e contratos.
À frente da companhia, o CEO e fundador João Borges resume a proposta da Nexus como uma combinação de entrega rápida, qualidade, eficiência financeira, compliance e ética. A empresa, que ainda não completou um ano, já fechou contrato com a Vivo e vem acelerando sua operação. Segundo o executivo, a Nexus está entregando atualmente cerca de 20 sites por mês e já conta com 150 sites.
“O mercado necessitava ter entrega rápida, eficiente”, afirmou Borges ao explicar a origem da companhia. A entrada da Nexus ocorreu em um momento que ele considera oportuno, impulsionado por dois fatores principais: as metas regulatórias associadas à ampliação de cobertura 5G e a perspectiva de expansão da demanda por novas estruturas de telecomunicações nos próximos anos.
Na avaliação do executivo, a necessidade de atendimento às exigências de cobertura abriu uma janela concreta para novos entrantes. “As operadoras estão falando em 6 mil sites nos próximos anos. É uma quantidade muito grande”, disse.
Embora atue no ecossistema de torres, a Nexus não se define como uma construtora de estruturas. Seu foco está na administração do portfólio, na coordenação dos parceiros terceirizados e na tomada de decisão rápida ao longo do processo. Para Borges, esse é um dos diferenciais da companhia. “É rapidez nas decisões. Isso é fundamental dentro de uma Tower Company”, afirmou.
A estrutura interna foi desenhada para dar suporte a esse modelo. Segundo o CEO, a companhia opera com comunicação horizontal e vertical integrada, buscando dar velocidade à resolução de entraves jurídicos, fundiários e operacionais.
Outro ponto tratado como estratégico pela Nexus é a relação com os investidores. Como se trata de um negócio intensivo em capital, a empresa trabalha com planejamento de aportes e revisões periódicas de projeções. Borges afirma que o acompanhamento financeiro é feito com transparência, com revisões trimestrais do plano de negócios para ajustar o volume de recursos ao ritmo de execução.
Além de atender às demandas das operadoras e prestar contas aos investidores, a Nexus atribui papel central ao proprietário do terreno onde a infraestrutura é instalada. Para o executivo, esse elo é decisivo para a sustentabilidade da operação no longo prazo. “Ele é o nosso sócio, ele é o nosso parceiro”, afirmou. Por isso, a companhia mantém internamente a etapa final de negociação contratual, incluindo valores, cláusulas e ajustes jurídicos, com uma equipe dedicada exclusivamente a essa frente.
A visão da empresa é que o sucesso de uma operação de infraestrutura não depende apenas da construção ou da locação da torre, mas da capacidade de manter relações sólidas com todos os agentes envolvidos. Isso inclui também a busca por novos ocupantes para os sites já implantados. Segundo Borges, a Nexus já trabalha para ampliar o compartilhamento de suas estruturas com outras operadoras e avançar em novos contratos no segmento.
Com esse modelo, a Nexus Telecom se posiciona como uma gestora de infraestrutura voltada à execução eficiente, à disciplina financeira e à construção de parcerias duradouras em um mercado que segue demandando expansão de cobertura e novos investimentos.
