Quinta-feira, 5 de Março de 2026

Ciclo do 6G será difícil, avalia norte-americana AT&T

Uma das peso-pesados do setor de telecom norte-americano, a AT&T entende que o próximo ciclo de upgrade das redes móveis – rumo ao 6G – será difícil. Entre os desafios está o risco de bifurcação no padrão e o desejo das operadoras de que o novo padrão não exija uma revisão completa de hardware, sendo mais baseada em software.

“Precisamos nos recalibrar para avançar. Este ciclo será tão difícil – ou talvez até mais difícil – do que os anteriores quando começamos a falar sobre qual será essa evolução”, afirmou John Stankey, chairman e CEO da AT&T durante o primeiro dia do Mobile World Congress (MWC) 2026, iniciado na última segunda-feira, 2, em Barcelona (Espanha).

Um exemplo dos desafios é potencual “bifurcação” do mercado por questões geopolíticas, o que poderia tornar as coisas complicadas para os consumidores, entende Stankey. “As telecomunicações são apenas uma parte de um ecossistema muito mais amplo, que envolve grandes atores e questões geopolíticas significativas que exercem pressão”.

Hardware vs. software
“Outra das coisas que precisamos pensar é em sermos menos focados em hardware e mais focados em software daqui para frente”, afirmou o CEO da AT&T. Essa é uma preocupação generalizada entre teles que realizaram grandes investimentos no ciclo do 5G.

“Não gosto dessa ideia tradicional do setor de ‘forklift upgrade’ [substituição completa, em tradução livre], como se tivéssemos que chegar a uma data específica e substituir completamente a base instalada por uma nova pilha de hardware”, prosseguiu Stankey.

“Hoje o software é extremamente flexível. [Os clientes] querem mais funcionalidades e capacidades – muitas das quais podem ser entregues via software. Portanto, vamos fazer tudo o que pudermos para ampliar a flexibilidade do software”.

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