Associação NEO defende regulação previsível e capital para nova fase das prestadoras regionais
O conselheiro da Associação NEO, Cristiano Santana, defendeu ontem, 1º, um “ambiente regulatório previsível”, “acesso a capital” e “cooperação entre empresas, governo e investidores” como pilares para a nova fase do setor de banda larga. O executivo, à frente da Zaaz, discursou durante jantar da entidade em Barcelona (Espanha), na véspera do Mobile World Congress 2026. A entidade é parte da delegação brasileira no evento.
“O Brasil deixou de ser um mercado emergente”
Santana sustentou que a presença do país no MWC “reforça uma realidade” e afirmou: “o Brasil deixou de ser um mercado emergente em telecomunicações. Hoje, somos uma referência global em competição, inovação e inclusão digital.”
Na mesma linha, o texto atribuiu às prestadoras regionais um papel central na expansão da conectividade, ao afirmar que “provaram que é possível levar conectividade de qualidade para todo o país, com eficiência, agilidade e proximidade com o cliente” e que “não apenas expandiram redes. Elas transformaram o setor.”
Próxima década: escala, consolidação e integração tecnológica
Após reconhecer a etapa anterior como uma fase de expansão, o executivo descreveu uma mudança de agenda: “Mas agora começa uma nova fase.”
Ele projetou o que chamou de eixo para o período seguinte: “A próxima década será sobre escala, consolidação inteligente e integração tecnológica.” Ainda segundo o texto, haveria espaço para a formação de “grupos fortes, sustentáveis e capazes de competir globalmente, sem perder o espírito empreendedor que nos trouxe até aqui.”
Santana elencou três condições para viabilizar a etapa descrita: “um ambiente regulatório previsível, acesso a capital e cooperação entre empresas, governo e investidores.” Em seguida, estabeleceu uma relação direta entre alinhamento desses fatores e decisões de investimento: “Quando esses três pilares estão alinhados, o investimento acontece.”
