Starlink Mobile projeta 25 milhões de usuários globalmente no fim de 2026
A Starlink pretende encerrar 2026 com mais de 25 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo no serviço de conectividade móvel habilitada por satélites (D2D). Atualmente, a empresa contabiliza 10 milhões de usuários ativos através de parcerias com 35 operadoras móveis, além de ter alcançado a marca de 16 milhões de usuários únicos.
As parciais do Starlink Mobile foram apresentadas pelo comando da SpaceX (controladora da empresa de satélites) nesta segunda-feira, 2, durante o primeiro dia do Mobile World Congress (MWC) 2026, realizado em Barcelona (Espanha).
A partir do lançamento de serviços da Starlink de segunda geração (algo previsto para meados de 2027), a expectativa da empresa é alcançar potencialmente centenas de milhões de assinantes, apontaram Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX, e Michael Nicolls, vice-presidente da empresa para Starlink.
No principal encontro global da indústria móvel, a rede da constelação de Elon Musk foi descrita como elemento complementar nas redes das teles tradicionais, atuando como componente de uma rede híbrida. Eventualmente, o serviço também poderia substituir redes terrestres em cenários como a cobertura rural, reconheceu Nicolls.
O executivo também afirmou que hoje, a Starlink Mobile já seria a maior provedora 4G do mundo em termos de área geográfica. O serviço via satélite para celulares é usado por clientes de 35 operadoras em cinco continentes. Na América Latina, Chile, Peru e recentemente Costa Rica são os primeiros mercados com parcerias firmadas. Não há parceiros sinalizados para o Brasil nesse momento.
Segunda geração
Hoje, cerca de 650 satélites da Starlink possuem capacidade de comunicação direct-to-cell (até a antena de telefonia). Entre os principais serviços móveis ofertados estão comunicação em situações emergenciais, já utilizadas por 4,4 milhões de pessoas ao redor do mundo.
Com a consolidação da segunda geração (Gen 2) da frota de satélites, a expectativa é de comunicação direta aos aparelhos (D2D), com velocidades de até 150 Mbps. Para tal, a SpaceX/Starlink pretende utilizar a banda S de espectro (na qual já adquiriu capacidade nos Estados Unidos) e tem reforçado colaboração com fabricantes de smartphones.
“Na segunda geração de satélites, teremos 20 vezes o desempenho de link da primeira geração. Conseguimos isso com uma antena de arranjo faseado [phased array] de grande porte, cinco vezes maior que a do nosso satélite de primeira geração, e com quatro vezes mais largura de banda por feixe”, explicou Nicolls.
“A taxa de transmissão total [throughput] do satélite ultrapassará 100 gigabits por segundo em download e 50 gigabits por segundo em upload”, projetou o executivo
Lançamentos
Para viabilizar os planos da Starlink, a SpaceX pretende contar com o megafoguete reutilizável Starship.
“Com a Starship, poderemos implantar a constelação muito rapidamente. Conseguiremos lançar mais de 50 satélites por lançamento e começaremos os lançamentos em maio de 2027. Seremos capazes de expandir a constelação em ritmo acelerado e nosso objetivo é implantar uma constelação capaz de fornecer cobertura global e contínua em até seis meses, com aproximadamente 1,2 mil satélites”, afirmou Nicolls, no MWC.
