Terça-feira, 3 de Março de 2026

GSMA: “Precisamos completar a jornada do 5G”

O mundo está atrasado na implementação de redes de quinta geração (5G), porque a maioria dos países ainda não evoluiu para o padrão 5G Stand-alone (5G SA), que abre uma série de novas possibilidades de monetização, como o network slicing. A avaliação foi apresentada pelo diretor geral da GSMA, Vivek Badrinath, durante sua palestra na abertura do MWC26, nesta segunda-feira, 2, em Barcelona.

“Temos que completar a jornada do 5G”, resumiu o executivo, colocando isso como um dos três temas prioritários da indústria móvel neste momento, junto com inteligência artificial e segurança digital.

Nos países que adotaram 5G SA, as operadoras estão crescendo em média 8% ao ano, o dobro dos demais, que estão avançando 4% ao ano. A expectativa é de que 5G SA gere US$ 187 bilhões em receita a mais para teles no mundo em 2030.

Badrinath citou especificamente a Europa como uma região que “está perdendo tempo” na corrida do 5G.

De acordo com dados da GSMA, a indústria móvel contribuiu com US$ 7,55 trilhões para o PIB mundial no ano passado e vaio chegar a US$ 11,3 trilhões em 2030.

Análise: 5G X 6G

Vale notar que, mais uma vez, não se falou quase nada sobre 6G na abertura do MWC. As operadoras estão pressionadas por seus acionistas a melhorarem suas margens de lucro, enquanto, por outro lado, precisam seguir investindo pesado em infraestrutura para dar conta da crescente demanda por dados, o que deve se intensificar com aplicações de inteligência artificial. Neste cenário, antes de se falar em 6G, a prioridade está em obter o retorno sobre o investimento feito em 5G.

Compartilhe: