Redes de telecom serão “AI native”, diz CEO da Nokia
A arquitetura das redes de telecom precisa mudar para suportar a evolução do tráfego de inteligência artificial. Elas precisarão ser “AI native”, ou seja, serem desenhadas e pensadas desde o começo para IA. É o que se espera das futuras redes de sexta geração (6G). Essa foi a principal mensagem transmitida pelo presidente e CEO da Nokia, Justin Hotard, em apresentação feita para a imprensa e analistas de mercado neste domingo, 1, em Barcelona, na véspera do Mobile World Congress.
“Quando o workload muda, a rede precisa mudar também”, disse, ao lembrar que historicamente as redes são construídas em torno de um serviço principal. Primeiro foi a voz, depois dados, em seguida, vídeo, e agora, inteligência artificial.
O tráfego de IA mal começou e já ostenta números impressionantes. A Nokia estima que sejam enviados 100 trilhões de tokens da IA por dia, sendo que 53,5% trafega por redes móveis. São 73 EB por mês só de IA.
O executivo explicou que o tráfego de IA varia muito, tornando difícil trabalhar com uma capacidade estática. A ideia é que as redes do futuro sejam autônomas, sendo capazes de se configurar e se otimizar sozinhas, usando elas próprias IA para essa tarefa e se adequando de forma dinâmica às alterações de demanda.
Aliás, possivelmente a própria rede de telecom vai gerar tokens e realizar parte do processamento de IA através de edge compouting, especialmente para aplicações que demandem baixíssima latência, como aqueles de IA no mundo físico, como robôs humanoides.
Lançamento da Nokia
A Nokia anunciou o lançamento de uma nova família de rádios, batizada como Doksuri, construída com uma nova geração de System-on-Chip (SoC) e que servirá como base de fundação na estratégia da fabricante de prover redes AI native.
