Quinta-feira, 12 de Março de 2026

Eletrônicos mais caros em 2026? Governo eleva imposto de importação em até 25% sobre mil itens e prevê R$ 14 bi extras

O governo Lula anunciou alta no Imposto de Importação (II) sobre mais de 1 mil produtos, incluindo eletrônicos como smartphones, GPUs, RAM e painéis LED, com alíquotas subindo até 25% e expectativa de arrecadar R$ 14 bilhões extras aos cofres públicos neste ano. A medida, via Resolução Gecex nº 852/2026, visa proteger a indústria nacional em meio a importações recordes da China e EUA.

A lista abrange 1.252 itens de bens de capital, informática e telecomunicações: freezers, celulares importados, processadores e placas-mãe ganham acréscimos de até 12,6 pontos percentuais no II. Vigência escalonada – parte imediata, resto em março; importações saltaram 33% desde 2022, ocupando 45% do mercado. Empresas como Samsung e Intel sentem o baque em componentes essenciais.

Ministro da Fazenda Fernando Haddad justifica: “Proteção moderada contra regressão tecnológica; não é tarifa Trump, mas equilíbrio de contas externas”. Críticos, como Fiesp, preveem inflação e encarecimento ao consumidor final.

Medida contorna Congresso para cumprir meta fiscal; arrecadação extra banca investimentos em produção local, mas analistas do Senado questionam substituição por nacionais “incerta”, com risco de R$ 20 bi em impacto setorial. Importadores têm até março para pedir alíquota zero temporária via Camex.​

Setor de eletrônicos reage: Abinee alerta para “preços 10-15% mais altos em 6 meses”; gamers e consumidores de PC temem alta em hardware. Governo promete diálogo, mas economia aberta vira alvo em ano eleitoral.

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