B2B: seis estratégias para teles impulsionarem o braço corporativo
A consultoria Capgemini divulgou nesta semana um relatório que aponta seis movimentos estratégicos que podem impulsionar as receitas de operadoras e provedores de banda larga no mercado corporativo (B2B), segmento considerado uma avenida de crescimento pelo setor de telecom.
O estudo é resultado de uma pesquisa com 1.100 executivos de empresas de diversos setores espalhadas por 13 países e revela uma percepção geral de que as empresas de telecomunicações, se quiserem gerar maior valor comercial para as suas operações, têm muito a melhorar no segmento B2B.
“O cenário B2B mudou drasticamente e as expectativas das empresas estão crescendo mais rápido do que nunca”, afirma o relatório.
“Os clientes agora exigem parcerias estratégicas, conhecimento especializado do setor, experiências digitais perfeitas, redes inteligentes e infraestrutura confiável – mas as empresas de telecomunicações deixam a desejar nessas dimensões”, complementa.
Confira, a seguir, seis operações estratégicas para alavancar o B2B.
Parceiro de crescimento
Segundo a Capgemini, as empresas querem que a operadora vá além da conectividade e atue como uma parceira estratégica de transformação digital.
A maioria (69%) gostaria de contar com soluções personalizadas. Contudo, apenas 39% dos clientes afirmam que o prestador de telecom ajuda a impulsionar as receitas.
Orquestrador do ecossistema
As empresas que contratam serviços B2B também esperam que as prestadoras de conectividade tenham parcerias em toda a cadeia de valor, como se atuassem como orquestradores de um ecossistema de tecnologia.
Inclusive, pelo menos 65% dos entrevistados têm a expectativa de que as teles orquestrem sistemas de TI, softwares e hardwares. Além disso, a maioria dos clientes espera que o seu parceiro de conectividade colabore com grandes provedores de nuvem e fornecedores de Inteligência Artificial (IA).
Inovação de rede
Segundo a pesquisa, o mercado B2B demanda, cada vez mais, uma cobertura resiliente. Desse modo, seis em cada dez empresas ressaltam que redes não terrestres (NTN, na sigla em inglês) são essenciais para expandir os negócios. O objetivo é impulsionar operações com Internet das Coisas (IoT) e rastreamento de ativos.
Na prática, a oferta de cobertura NTN é um diferencial para 53% dos executivos entrevistados na contratação do parceiro de telecom. Além disso, entre as empresas que estão implementando fatiamento de rede (network slicing) em suas operações, 62% esperam que as teles ajudem a identificar casos de uso de alto valor.
IA para transformação dos negócios
O relatório afirma que, nos próximos dois anos, 84% das empresas planejam investir em serviços de IA e aprendizado da máquina (ML, na sigla em inglês), 81% em análise de dados e 76% em plataformas de IA generativa.
No entanto, para 72% dos entrevistados, as operadoras de telecom, que poderiam liderar a oferta dessas soluções, ainda estão atrás dos hyperscalers na área.
Aliado de confiança
O mercado B2B procura um aliado de confiança no que diz respeito à contratação de serviços de nuvem, IA e segurança cibernética. Inclusive, 52% das empresas planejam investir em nuvem soberana e 42%, em IA soberana em até dois anos.
Contudo, ainda falta um intermediário de confiança para atuar na oferta desses serviços. A boa notícia é que 60% das organizações preferem as teles como parceiras de serviços soberanos em suas regiões.
Experiência personalizada e simplificada
Para alavancar o B2B, as prestadoras de telecomunicações precisam facilitar o processo de contratação dos serviços. Isso porque 65% dos clientes consideram a jornada de compra muito complexa.
A preferência é por processos totalmente digitais e intuitivos, com vendas orientadas a soluções integradas, e não produtos isolados. Por fim, a pesquisa indica que 61% das empresas estão insatisfeitas com o pós-venda no B2B, especialmente no que diz respeito a pacotes integrados.
