Equatys vai operar D2D como roaming via satélite
Os satélites de baixa órbita (LEO, na sigla em inglês) da Equatys, joint-venture entre Viasat e Space42, ainda não foram lançados, mas o modelo de negócios para o serviço de direct-to-device (D2D) começa a ser desenhado. A ideia é que funcione como se fosse uma operação de roaming. Ou seja, quando o dispositivo do usuário estiver sem sinal da sua rede móvel nativa, vai se conectar através dos satélites da Equatys – desde que tenha o serviço ativado no plano da sua operadora móvel, explica o vice-presidente de D2D da Viasat, Kevin Cohen, em conversa com Mobile Time.
A quantidade de satélites e o investimento na constelação LEO da Equatys ainda não foram divulgados, mas a ideia é que os satélites estejam em órbita antes do fim desta década. O serviço vai operar nas bandas L e S, compatíveis com os dispositivos com release 18 do 3GPP que devem começar a ser comercializados nos próximos anos. A capacidade da constelação também poderá ser contratada por terceiros, atuando como uma “torreira espacial”, inclusive com as frequências 5G das operadoras.
“Temos espectro global (em banda L). Não precisamos pedir espectro da operadora. Isso ajuda a agilizar em oferecer um serviço global de roaming que vai funcionar através das fronteiras, o que não é possível com espectro terrestre”, comenta Cohen.
A comercialização do serviço será feito através das operadoras móveis parceiras, que poderão cobrar pela conectividade satelital como um serviço de valor adicionado (SVA) ou incluí-lo como parte dos pacotes premium.
“A cobrança vai depender do caso de uso de cada operadora. Nos EUA, a Verizon oferece gratuitamente a conectividade por satélite para todos os seus clientes que têm dispositivo compatível. A T-Mobile inclui em seu pacote mais premium, enquanto o restante da base paga US$ 10 por mês como um SVA. A Orange vai cobrar 5 euros por mês pelo serviço”, descreve. O limite de uso mensal depende do acordo entre cada operadora e a Viasat.
