Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Comissão de Minas e Energia aprova uso do Fust para levar energia a escolas

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para financiar a instalação de fontes renováveis de energia em escolas públicas localizadas em áreas sem atendimento da rede elétrica.

A proposta, que altera a Lei nº 9.998/2000, busca viabilizar o acesso à internet e a utilização de recursos pedagógicos digitais em unidades de ensino, especialmente na região Norte. O texto aprovado considera a disponibilidade de energia um pré-requisito para a implementação de políticas públicas de conectividade e educação digital.

O relator da matéria, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 4574/2024, de autoria do deputado Pedro Uczai (PT-SC).

Alteração na Lei do Fust

O texto original instituía diretamente o Programa Luz na Escola. O substitutivo aprovado altera a legislação do Fust para incluir, entre as finalidades do fundo, a viabilização de fontes renováveis de energia — como a solar — em escolas públicas sem eletricidade.

Com a mudança, as diretrizes e fontes de custeio passam a estar previstas em lei, enquanto os detalhes operacionais poderão ser regulamentados pelo Poder Executivo.

Segundo Hugo Leal, a proposta elimina um entrave à política de conectividade. “O projeto dá um passo além ao garantir que a ausência de energia elétrica não seja obstáculo para a execução de políticas públicas de conectividade e educação digital”, afirmou o relator.

Impacto sobre a Conta de Desenvolvimento Energético

Ao diversificar os mecanismos de financiamento, a proposta pretende evitar que a ampliação do acesso à energia em escolas isoladas recaia exclusivamente sobre as tarifas de energia.

Tramitação

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Comunicação e seguirá para análise nas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

Para se tornar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. (Com Agência Câmara)

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