Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Nio conclui separação tecnológica da Oi Services e passa a operar com autonomia total

A Nio concluiu neste mês de fevereiro o processo de separação estrutural tecnológica da Oi Services e passou a operar integralmente com sistemas próprios, segundo comunicado divulgado pela companhia. O movimento encerra um ciclo iniciado em março de 2025, quando a empresa foi criada a partir da aquisição da base de clientes da Oi Fibra.

Desde o início de fevereiro, a companhia afirma operar “100% dentro de casa”, com sistemas novos, arquitetura modernizada e governança integral sobre a operação. Até então, a Nio utilizava estrutura tecnológica dependente de sistemas legados mantidos pela Oi Services, subsidiária da Oi com atuação em TI.

Segundo o comunicado, o ambiente herdado reunia sistemas construídos ao longo de décadas, com múltiplas plataformas, servidores lógicos e percentual relevante de obsolescência, além de estrutura fragmentada. Ao longo de 2025, a empresa realizou desligamento progressivo de aplicações, reconstrução de plataformas críticas e implantação de nova arquitetura.

“Essa separação foi um processo profundo de transição e reconstrução. Herdamos um ambiente extremamente complexo e o transformamos em uma estrutura moderna, governável e preparada para evoluir. Concluir essa etapa significa que, a partir de agora, a Nio passa a operar com total autonomia tecnológica e operacional rumo ao crescimento”, afirma Marcio Fabbris, CEO da companhia.

Nova arquitetura e governança
De acordo com a empresa, a operação passa a contar com diversos servidores físicos e virtuais, mais de 2 petabytes de armazenamento de dados e arquitetura preparada para expansão estruturada. A companhia também informou a implementação de programas formais de proteção de aplicações, ambientes em nuvem, dispositivos e monitoramento contínuo de riscos.

O comunicado destaca ainda mudanças nos serviços técnicos de instalação e reparo, com contratação de outras prestadoras de serviços de rede (PSRs) por meio de parceria com a V.tal, descrita como parceira de infraestrutura digital neutra.

A empresa afirma que a separação tecnológica viabiliza a modernização dos canais de atendimento, avanço no uso de dados e analytics, automação de processos e evolução da jornada digital do cliente. “A tecnologia é o meio para um objetivo maior: construir experiências melhores, mais simples e mais confiáveis. Com esse movimento, ganhamos velocidade para inovar, reduzir fricções e evoluir continuamente nossos produtos e canais”, diz Fabbris.

A conclusão do carve-out marca, segundo a Nio, o encerramento do principal ciclo de estruturação da companhia e o início de fase voltada à consolidação e eficiência operacional. A empresa informa ter surgido após a aquisição de mais de 3,5 milhões de clientes da Oi Fibra e ter como principal acionista fundos geridos pelo BTG Pactual. (Com assessoria de imprensa)

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