Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

América Móvil amplia lucro no 4º trimestre de 2025 com avanço no Brasil e estabilidade no México

A América Móvil reportou ontem, 9, lucro líquido de 19,134 bilhões de pesos mexicanos (aprox. US$ 1,13 bilhão) no quarto trimestre de 2025, alta de 369,6% na comparação anual.

O avanço no lucro líquido tem relação com a desvalorização do dólar frente às moedas da maioria dos países em que ao grupo atua, o crescimento operacional foi menor. Segundo o relatório, o ganho cambial reduziu o impacto contábil da dívida em moeda estrangeira, beneficial a conta financeira – o que, no entanto, não repercute no lucro operacional.

A receita consolidada somou 244,897 bilhões de pesos (aprox. US$ 14,4 bilhões), com EBITDA de 94,928 bilhões de pesos (aprox. US$ 5,6 bilhões) e margem de 38,8%.

A companhia adicionou 2,5 milhões de clientes móveis no trimestre, sendo 2,8 milhões no pós-pago, e retração de 298 mil clientes no pré-pago – encerrando dezembro com 331,222 milhões de acessos móveis. Na base fixa, totalizou 79,374 milhões de RGUs, incluindo 36,971 milhões de acessos de banda larga.

Desempenho por região
México
No México, principal mercado do grupo, a receita cresceu 4,4% na comparação anual. O EBITDA avançou 5,2%, com manutenção da margem operacional e expansão do pós-pago.

Brasil
No Brasil, a receita total atingiu R$ 13,381 bilhões, alta de 6,3%, enquanto o EBITDA cresceu 6,8%, para R$ 5,882 bilhões, com margem de 44,0%. Os dados da América Móvil para o Brasil diferem ligeiramente dos dados divulgados pela Claro Brasil em função de incorporar ganhos com subsidiárias além da operadora.

A operação móvel registrou 264 mil adições líquidas, sendo 644 mil no pós-pago, encerrando o trimestre com 89,525 milhões de acessos móveis. O ARPU foi de R$ 27, com churn de 2,5%.

Região Andina
Nos mercados andinos (Colômbia, Peru e Equador), a receita caiu 3,1% na comparação anual, enquanto o EBITDA recuou 6,4%, com compressão de margem. O relatório associa o desempenho à maior competição e a efeitos cambiais adversos na região.

Capex, caixa e alavancagem
Em 2025, o capex totalizou 130,817 bilhões de pesos (aprox. US$ 7,7 bilhões), praticamente o mesmo de 2024.

O fluxo de caixa livre alcançou 81,884 bilhões de pesos (aprox. US$ 4,8 bilhões), alta de 39%.

A dívida líquida encerrou dezembro próxima de 448 bilhões de pesos (aprox. US$ 26,4 bilhões), com alavancagem de 1,52x dívida líquida/EBITDA LTM. Foi uma baixa de 7,75%.

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