Claro cresce 6,1% no quarto trimestre de 2025, com avanço dos serviços móveis
A Claro Brasil encerrou o quarto trimestre de 2025 com receita líquida total de R$ 13,4 bilhões, alta de 6,1% na comparação anual. O EBITDA somou R$ 6,0 bilhões no período, crescimento de 6,6% frente ao quarto trimestre de 2024, com margem de 45,0%.
No acumulado de 2025, a receita líquida atingiu R$ 51,8 bilhões, avanço de 5,9% em relação a 2024. O EBITDA anual chegou a R$ 23,4 bilhões, com crescimento de 7,5% e margem de 45,1%.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelos serviços móveis, cuja receita cresceu 7,6% no trimestre, para R$ 7,2 bilhões. A companhia atribui o resultado à liderança em portabilidade, à expansão da base de clientes pós-pagos e ao aumento de 5,9% no ARPU.
Pós-pago e 5G
A base móvel total da Claro encerrou 2025 com 89,5 milhões de clientes. O segmento pós-pago alcançou 58,4 milhões de linhas no fim do quarto trimestre, crescimento de 8,4% em doze meses, passando a representar 65,3% da base total.
No ano, a operadora registrou saldo positivo de 775 mil linhas na portabilidade. Em 5G, a Claro contabilizou 20,7 milhões de clientes em 2025, com participação de mercado de 35,6%.
Serviços residenciais e convergência
Na banda larga fixa, a Claro registrou cerca de 112,5 mil adições líquidas no trimestre e manteve a liderança do mercado brasileiro, com 19,7% de participação em 2025. No segmento de velocidades acima de 500 Mbps, a operadora informou participação de 23,0%.
Em TV por assinatura, a empresa registrou adições líquidas positivas no quarto trimestre, a primeira vez em dez anos, mantendo participação de 46,6% no mercado. A base de clientes com ofertas convergentes — que combinam serviços móveis e residenciais — cresceu 13,7% em relação ao ano anterior.
Mercado corporativo
No segmento corporativo, a Claro Empresas manteve crescimento de receita na comparação anual, com destaque para soluções em cloud, segurança, mobilidade, M2M/IoT e aplicações baseadas em conectividade 5G e inteligência artificial.
Regulação e estrutura de capital
Em dezembro de 2025, a companhia concluiu a adaptação dos contratos de concessão do serviço de telefonia fixa de longa distância para o regime de autorização. Com isso, os bens deixaram de ser considerados reversíveis, foram estabelecidos compromissos de investimento e manutenção de longo prazo e encerrados litígios relacionados à concessão.
Já em janeiro de 2026, a controlada Claro S.A. emitiu R$ 3 bilhões em debêntures de infraestrutura, com prazo de dez anos. A taxa foi definida com base na NTN-B 2035 menos 65 pontos-base, equivalente a IPCA + 7,0225% ao ano.
