Sexta-feira, 13 de Março de 2026

Com Nestlé de carro-chefe, maior operadora de Singapura chega no Brasil para disputar o B2B

Com a Nestlé como carro-chefe, desembarccou no Brasil a operadora de Singapura, Singtel, disposta a disputar o mercado do B2B. A previsão é de que a empresa tenha um escritório em São Paulo até o fim do terceiro trimestre deste ano. A operação brasileira é o primeiro negócio da Singtel na América Latina. “Queremos aproveitar o bom momento da geopolítica entre Brasil e a Ásia”, afirmou Keith Leong, Chief Customer Officer da divisão Enterprise, em coletiva de imprensa online realizada nesta terça-feira, 03 de fevereiro.

Uma definição a Singtel trouxe para o Brasil: será 100% B2B e não tem interesse de disputar mercado com as teles locais em outros mercados, tanto que não há interesse de atuar como MVNO, com IoT ou com redes privadas, pelo menos no curto e médio prazo. Mas serão ofertados serviços de 5G corporativo, como o slicing 5G (fatiamento de rede) para operações corporativas. Também haverá oferta de serviços de Inteligência Artificial, cloud computing e cibersegurança. “Temos o Paragon, que gerencia a rede, a nuvem e a infraestrutura de edge e reduz a barreira para a adoção do 5G”, afirmou.

Na habitual discrição dos asiáticos, Leong não quis falar muito sobre modelo de atuação, mas disse já ter uma parceria com a IG Networks e há planos de sentar e conversar com as operadoras locais e provedoras Internet para criar um ecossistema de conectividade aproveitando a capilaridade global da Singtel. “Ideia é ter parceiros para a última milha não apenas no Brasil, mas também na América Latina mais à frente”, frisou.

A Nestlé é o carro-chefe da operação brasileira. “Temos um contrato com a Nestlé e eles têm serviços de IA e de conectividade conosco. Eles são clientes globais. Temos uma equipe brasileira dedicada à empresa. Teremos brasileiros no nosso comando. O nosso negócio é de longo prazo”, observou.

A Singtel se apresenta como um dos maiores grupos globais de tecnologia em comunicações. De acordo com os dados apresentados pelo executivo, o grupo registra receita operacional de cerca de US$ 14,1 bilhões ao ano, EBITDA em torno de US$ 3,8 bilhões e uma base superior a 820 milhões de assinantes móveis, considerando participações e controladas em 22 países.

O grupo mantém participações relevantes em operadoras como AIS (Tailândia), Airtel (Índia), Globe (Filipinas) e Telkomsel (Indonésia), além de controlar integralmente a Optus, na Austrália. A estrutura global inclui cerca de 400 pontos de presença e escritórios em mercados da Ásia-Pacífico, Europa e Estados Unidos. O Brasil, agora, passa a integrar esse ecossistema.

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