Sábado, 14 de Março de 2026

TIM e Oi encaminham pedido para compartilhar rede 4G

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou nesta quarta-feira que a TIM e a Oi apresentaram um pedido no órgão regulador para o compartilhamento das redes móveis de telefonia e internet de quarta geração (4G). Segundo ele, a proposta das empresas já estaria sendo analisada pelo conselheiro Rodrigo Zerbone.

O compartilhamento da rede 4G reduz custos para as empresas. O modelo é inédito no Brasil, pois vai além da divisão de infraestrutura de torres, antenas e sistemas de energia: nesta parceria, as teles vão operar uma só rede. Oi e TIM economizarão entre 40% e 60% do custo para implantar a tecnologia. Além disso, ao somarem a quantidade de espectro, terão vantagem em relação a quem operar individualmente. “Queremos agilizar a análise. Mas é preciso deixar claro quem é o responsável pelo quê dentro do compartilhamento”, disse Rezende. Segundo ele, a Telefonica também já teria apresentado uma solicitação semelhante, que ainda tramita na área técnica. O acordo entre Oi e TIM para compartilhar sua rede está avançado, informou o diretor de Inovação e Novos Negócios da Oi, Pedro Ripper. Ele não precisou quando começa o compartilhamento, mas disse que isso independe dos prazos estabelecidos pela Anatel. “Temos 12 mil torres das quais 6 mil partilhadas. O próximo passo natural é entrar em elementos de rede. O acordo com a TIM está bem desenhado e possibilitará que as duas empresas tragam mais qualidade”, disse o executivo. De acordo com Ripper, a empresa continuará estudando a venda de ativos não estratégicos, como as torres alienadas em 2012. “Vamos ver o que é chave e crítico para o negócio e o que não é”, disse. A venda desses ativos, disse, é uma forma de acelerar os investimentos prioritários da operadora. Em 2013 a Oi tem uma meta de investimento de R$ 6 bilhões. Queda de ligações Rezende disse ainda que a TIM tem até a próxima sexta-feira (dia 22) para apresentar à Anatel sua defesa sobre a suspeita da área regional de fiscalização de que a companhia teria derrubado propositalmente as ligações de clientes dos planos ilimitados – os chamados “Infinity” -, causando prejuízos a esses usuários. O vazamento do primeiro relatório, no segundo semestre do ano passado, causou mal-estar entre o governo e a companhia, que rejeitou veementemente a hipótese de derrubada proposital das chamadas. A Anatel alegou na ocasião que se tratava de um relatório preliminar e, conforme Rezende reiterou nesta quarta, a TIM ainda pode se defender de um segundo relatório que também ainda não é conclusivo.

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