Ericsson: usuários pagariam por 5G com desempenho garantido
A Ericsson identificou que consumidores de redes móveis, especialmente usuários de 5G, demonstram disposição em pagar por conectividade com desempenho garantido. A conclusão aparece no relatório Winning in the Market with Differentiated Connectivity Offerings, elaborado pelo Ericsson ConsumerLab, área de pesquisa de mercado da fabricante, com base em entrevistas realizadas entre junho e agosto de 2025 em 27 países, incluindo o Brasil.
O estudo ouviu mais de 43 mil usuários de smartphones, dos quais 34 mil utilizam redes 5G regularmente, e revela que ofertas com garantia de qualidade de conexão — como estabilidade, baixa latência e priorização de tráfego — são vistas como diferenciais de valor pelos consumidores.
“Um número crescente de provedores de serviços ao consumidor ao redor do mundo está lançando ofertas de conectividade diferenciada”, disse Jasmeet Singh Sethi, líder global do Ericsson ConsumerLab.
Segundo ela, as operadoras devem aproveitar a disposição dos consumidores em optar por um desempenho de rede garantido em momentos importantes. Além do potencial de aumento do ARPU, a pesquisa aponta que essas ofertas podem fortalecer a percepção de marca e reduzir a pressão da concorrência por preço, permitindo que operadoras se posicionem com base na qualidade da experiência de rede.
O relatório também analisa o grau de conhecimento dos usuários sobre esse tipo de serviço. Embora exista interesse, a adoção exige comunicação clara sobre os benefícios e os casos de uso viáveis, especialmente entre usuários que já experimentam degradação de serviço em horários de pico ou locais de alta densidade.
Outro ponto de destaque é o papel da conectividade diferenciada como preparação para a próxima geração de aplicativos baseados em inteligência artificial, como agentes autônomos e dispositivos que exigem desempenho contínuo de rede.
Além do Brasil, participaram do estudo mercados como Alemanha, Canadá, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, França, Índia, Japão, Reino Unido e Suécia. (Com assessoria de imprensa)
