Sábado, 14 de Março de 2026

Patria assume 100% de térmica a gás no RJ por R$ 1,35 bi

Dois fundos geridos pelo Patria Investimentos estão comprando a Arke Energia, dona da primeira usina termoelétrica que gera eletricidade a partir do gás do pré-sal. O valor do negócio é de R$ 1,35 bilhão. A empresa pertencia a outro fundo do Patria, o Infra III (50,1%), à Shell (29,9%) e à Mitsubishi Power (20%). Agora, os 50,1% ficam com outro veículo do Patria, o Infra Core FIP, que é voltado a ativos de infraestrutura já operacionais, e os outros 49,9% com o Patria SMA FIP, também do Patria, mas que tem como investidor institucional o chinês Clai Fund. O alvo é a usina Marlim Azul, que está em operação desde o fim de 2023, tem 565,5 megawatts de capacidade instalada e fica em Macaé (RJ). Ela conta com um contrato de 25 anos no mercado regulado de energia, dos quais ainda restam 23, e tem com a própria Shell um contrato de fornecimento de gás por 25 anos, evitando exposição à variação do preço do gás ou à flutuação cambial.

• ENCAIXE. “É um ativo superimportante, que encaixa muito bem no portfólio, e permitirá que sigamos entregando os resultados, os dividendos que os nossos investidores tanto esperam”, afirmou Souza.

• PRAZO. A operação já teve aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aguarda sinalização de órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e dos financiadores do projeto. A previsão é que a transação seja concluída entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo.

• GESTÃO. Em relação à gestão da Arke, a expectativa é de manutenção. “Eventualmente, alguma mudança pode ocorrer, mas o time de gestão é muito bom, inclusive, foi montado já sob a gestão Patria, então, deveria continuar”, disse Souza.

• FINANCIAMENTO… O Omni, grupo financeiro conhecido pela atuação no financiamento de veículos usados para as classes C e D, está mais seletivo na concessão de crédito, em meio aos juros elevados e forte endividamento das famílias. Ainda assim, fixou orçamento para aumentar a carteira em 22% este ano, de cerca de R$ 6 bilhões atualmente, e segue com a meta de aumentá-la para R$ 10 bilhões até 2028. A instituição financeira já mantém discussões para um plano ainda mais ousado: dobrar a cifra para R$ 20 bilhões até 2031.

• … DE VEÍCULOS. Para conciliar a postura mais criteriosa com as ambições de crescimento, a companhia aposta em uma estratégia que combina investimentos em tecnologia com a expansão dos canais de distribuição. O objetivo é ampliar o volume de propostas de financiamento e, a partir disso, instituir uma avaliação mais prudente. A instituição quer aumentar a rede de agentes comerciais de financiamento pelo Brasil, de 165 para 250 até o final de 2028. Esses profissionais atuam como correspondentes bancários dedicados exclusivamente ao Omni.

• AUTOMAÇÃO. O Omni investiu também na modernização da plataforma usada por lojistas e agentes para os pedidos de financiamento, com a nova versão presente em 70% das lojas. O grupo tem buscado automatizar as etapas do processo e usa inteligência artificial otimizar a gestão de propostas de crédito. “Vamos dobrar a carteira sem dobrar a estrutura de custos”, diz o CEO Heverton Peixoto.

• CAPTAÇÃO. Em novembro, o Omni captou R$ 500 milhões em letras financeiras, dos quais R$ 300 milhões de investidores e o restante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A intenção é repetir o mesmo volume de emissão em algum momento neste ano, a depender das condições do mercado. Os recursos serão utilizados para manter o ritmo de crescimento da carteira e diversificar as fontes de recursos.

Compartilhe: