Sábado, 14 de Março de 2026

Minicom quer Justiça na rede privativa prepara planos para rodovias e satélites

O Ministério das Comunicações está buscando estreitar diálogo com o Ministério da Justiça para encontrar um “parceiro” operacional para a rede privativa governamental que está sendo construída com recursos da EAF. A ideia é tem algum órgão público que ajude a bancar os custos de operação da rede depois que ela ficar concluída.

O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, disse nesta quarta, 21, durante a cerimônia de posse do novo presidente da Telebrás que conversou esta semana com o novo Ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a fim de iniciar um possível acordo de utilização da rede, que atenderá órgão públicos em 6.500 pontos pelo Brasil e terá, também, uma rede móvel em Brasília. Segundo o ministro, boa parte dos órgãos são ligados às áreas de Segurança e Defesa.

Segundo ele, a grande preocupação é garantir que o projeto tenha sinergia e utilize a prestação de serviços da Telebrás, e que o Ministério da Justiça, através das forças de segurança, faça adesão à rede privativa fixa para conectar postos de polícia e presídios de segurança máxima, incluindo outras camadas de serviços para garantir a segurança tecnológica da transmissão de dados.

A primeira fase envolve a viabilização dos 6.500 pontos contratados, e a segunda fase será discutida ao longo do ano. O ministro ressaltou que a consolidação da rede privativa em parceria com o Ministério da Justiça é um grande desafio para este ano, comparando-a à Estratégia Nacional das Escolas Conectadas (ELEC), quando uma cooperação entre políticas do Ministério das Comunicações e do Ministério da Educação, com coordenação do MEC, permitiu o avanço da conectividade das escolas. “Este mÊs devemos chegar à marca de 100 mil escolas conectadas”, disse o ministro.

No caso da rede privativa, o objetivo é construir uma infraestrutura que faça sentido para as forças de segurança, para combater a criminalidade com investimento em tecnologia. Segundo o secretário de telecomunicações do ministério, Hermano Tercius, é importante também assegurar recursos para a continuidade da operação da rede, ou seja, o Opex, e é justamente ai que entrariam as forças de segurança.

Rodovias e novo SGDC
Frederico Siqueira disse ainda que no primeiro trimestre deve ser anunciado o Plano Nacional de Conectividade em Rodovias. Ele explicou ue o atraso na edição do plano, previsto para dezembro de 2025, se deve à conciliação detsa política com o Ministério dos Transportes, que também anunciará leilões de rodovias com previsão de conectividade. “Queremos que, onde as estradas não forem cobertas com conectividade pelas concessionárias de rodovias, isso seja feito por políticas de Comunicação”.

Frederico Siqueira disse ainda que o Ministério das Comunicações pretende definir este ano ainda a alternativa para reposição da capacidade do SGDC, o satélite geoestacionário operador pela Telebrás e utilizado nas políticas públicas governamentais. Segundo Siqueira, a vida útil do SGDC é de mais cinco ou seis anos, de modo que é fundamental uma definição rápida da alternativa, que pode ser outro satélite GEO ou soluções baseadas em órbita baixa e média. “Estamos estudando isso este ano com a Defesa e queremos ter uma definição ainda em 2026”.

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