Sexta-feira, 6 de Março de 2026

Siqueira diz que política de conectividade em rodovias sai até março

O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, afirmou, em coletiva à imprensa nesta quarta-feira, 21, que o governo federal lançará, até março, a política de conectividade para rodovias federais, com início da execução ainda em 2026, em trechos já definidos. Ele compareceu à posse do novo presidente da Telebras, Hermano Albuquerque.

Segundo Siqueira, o plano para estimular a conectividade viária está sendo estruturado em articulação com o Ministério dos Transportes e deverá integrar conectividade às novas concessões rodoviárias.

“Vai sair agora até março [a política nacional de conectividade em rodovias]. A gente lança isso já para iniciar a execução ainda em 2026, em algumas BR já pré-definidas”, afirmou o ministro, ao explicar que, nos casos em que não houver concessão, a obrigação de levar infraestrutura de telecomunicações ficará a cargo do setor de telecomunicações. De acordo com Siqueira, a iniciativa busca integrar a expansão da infraestrutura de transportes com a oferta de conectividade, em coordenação com outras áreas do governo.

Satélites chineses
Além da iniciativa para rodovias, o ministro também comentou o avanço das discussões sobre o futuro da política satelital brasileira. Ele afirmou que há expectativa de que empresas chinesas iniciem ainda este ano testes com satélites de baixa órbita (LEO) no país, para disponibilizar o serviço à população até o fim do ano.

Segundo Siqueira, há interesse do governo e das empresas envolvidas em utilizar a infraestrutura da Telebras, especialmente seus gateways, no serviço no Brasil.

Além disso, o ministro defendeu que o Brasil precisa ter um novo satélite a fim de preservar a soberania nacional. O atual satélite estatal brasileiro, o SGDC-1, tem mais seis anos de vida útil estimada, observou. Segundo ele, há tratativas já em curso, e a expectativa é que um plano de substituição ou expansão satelital saia ainda este ano.

Siqueira ressaltou que a discussão envolve a avaliação de diferentes arquiteturas, prazos de entrega, custos e capacidade de conexão. Atualmente, tudo isso está em discussão em um grupo de trabalho que envolve o Ministério da Defesa, o Departamento Civil, GSI.

Consolidação do setor
O ministro também foi questionado sobre recentes movimentos de consolidação no mercado de telecomunicações, envolvendo operadoras e empresas de infraestrutura – como os potenciais negócios entre Claro e Desktop, V.tal e TIM.

Sem comentar casos específicos, o ministro afirmou que esse tipo de operação faz parte da dinâmica do setor e é bem-vindo porque fortalece a capacidade de investimento das companhias. Para ele, as consolidações estão associadas à busca por escala e robustez financeira para enfrentar os desafios da transformação digital e da expansão de novas infraestruturas.

Rede privativa fixa e móvel
Questionado sobre a rede privativa, o ministro detalhou que já está em curso a implantação da rede privativa fixa, com 6.500 pontos em processo de construção. Ele explicou que também está prevista a contratação de criptografia, por meio da EAF, e que o governo discute o futuro da rede privativa móvel.

Siqueira destacou que o Ministério da Justiça é um dos potenciais usuários, tanto da rede privativa móvel quanto da fixa. Um dos principais objetivos do projeto é conectar os presídios de segurança máxima. Atualmente, o ministério tem por prioridade viabilizar os 6.500 pontos já contratados e que a ampliação, como a inclusão de novos órgãos, será discutida posteriormente.

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