Starlink amplia estrutura no Brasil; Paulo Esperandio, ex-TIM, assume diretoria de negócios
A Starlink terá, finalmente, uma estrutura no Brasil, com um time de funcionários dedicados ao país. Hoje com quatro pessoas dedicadas principalmente ao atendimento da rede de revendedores, a estrutura deve chegar a 20 até o final do ano, inclusive com pesoas dedicadas ao mercado individual (consumer). A primeira chegada de peso é Paulo Esperândio, que até o final do ano ocupava a função de CMO da TIM. Ele chega como diretor de desenvolvimento de negócios da SpaceX (controladora da Starlink).
A empresa também passa a operar sob um CNPJ brasileiro com responsáves locais, o que facilita a aproximação com clientes governamentais e corporativos, além de facilitar a interlocução regulatória. Mas, segundo apurou este noticiário, a empresa segue operando em um modelo matricial típico de start-ups, ou seja, com report e decisões estratégicas tomadas em alinhamento direto com a matriz norte-americana.
A Starlink tem no Brasil um dos seus principais mercados mundiais. São cerca de 600 mil clientes no país para um total de 9 milhões no mundo. A empresa também figura, há quase dois anos, entre as três operadoras que mais crescem em adições líquidas, ao lado da Vivo e da Claro, sendo que destas é a única que opera exclusivamente por satélite. No mercado corporativo e governamental, a Starlink tem sido um concorrente de grande impacto para operadoras tradicionais de satélites e, apesar de já ter parceria no fornecimento de capacidade para várias operadoras de telecomunicações, começa a aparecer no radar como potencial concorrente das teles na oferta de serviços móveis, utilizando comunicação direta via satélite.
