Internet móvel fica mais cara e banda larga mais barata, aponta Anatel
Os brasileiros passaram a consumir mais dados de Internet tanto em planos de telefonia móvel quanto na banda larga. Apesar disso, a queda nos preços só foi percebida nos planos de Internet fixa. É isso que apontou o último Panorama Econômico-Financeiro do Setor de Telecomunicações referente ao terceiro trimestre de 2025, divulgado pela Anatel nesta quarta-feira, 14.
De acordo com o relatório, o consumo médio de Internet móvel no Brasil avançou 6,2% no terceiro trimestre do ano passado em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, o preço médio por gigabyte (GB) passou de R$ 5,87 no 3ºT24 para R$ 5,97 no 3ºT25.
A alta de 1,7% ficou abaixo da inflação acumulada no período, que foi de 5,17%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Os brasilienses são os que apresentam o maior consumo médio de Internet móvel do País: 8,89 GB por mês. Isso é bem acima da média nacional, que ficou em 5,82 GB. Na outra ponta da lista aparece o Piauí tendo o menor uso das redes móveis para navegação (4,33 GB por usuário).
Banda larga
Já na banda larga fixa houve diferença expressiva em uma janela de apenas um ano. O consumo médio de dados por pessoa saiu de 344 GB (3ºT24) para 401 GB no terceiro trimestre de 2025. Isso significa um aumento de 16,57%.
Usar a banda larga para ver filmes ou baixar jogos ficou mais barato. Houve uma redução de 17,24% no preço médio por GB consumido: era R$ 0,29 (3ºT24) e foi para R$ 0,24 (3ºT25).
Seis dos sete estados da Região Norte aparecem entre os maiores consumidores de banda larga do País. Rondônia lidera o ranking, com consumo médio mensal de 880 GB por usuário.
Em seguida estão Roraima (830 GB), Acre (765 GB), Tocantins (605 GB), Amapá (589 GB) e Pará (588 GB). Para efeito de comparação, em São Paulo a média foi de 372 GB, enquanto o Rio Grande do Norte registrou 255 GB — o menor índice nacional.
ARPU
O relatório também revela a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) de cada serviço de telecomunicações.
No terceiro trimestre deste ano, a ARPU de banda larga fixa ficou em R$ 97,81, seguido pelo da TV por assinatura (também chamado de Serviço de Acesso Condicionado, ou SeAC), que foi de R$ 87,25.
Já a ARPU do serviço móvel pessoal (SMP) totalizou R$ 32,73 no segundo trimestre. Isso é um pouco menos do que o registrado pela telefonia fixa (R$ 34,43).
Na telefonia móvel, há uma diferença na receita média por usuário dependendo da modalidade de pagamento. No pós-pago, chegou a R$ 50,81, enquanto no pré-pago ficou em R$ 11,84.
Ainda no segmento móvel, a ARPU mais alta do País foi no Rio Grande do Sul (R$ 41,60), seguido por São Paulo (R$ 40,78) e Distrito Federal (R$ 40,47). Já as mais baixas foram no Ceará (R$ 22,78), Maranhão (R$ 23,39) e Alagoas (R$ 23,92).
Investimentos
De acordo com o Panorama Econômico-Financeiro, os investimentos no setor de telecomunicações somaram R$ 5,97 bilhões no terceiro trimestre de 2025.
Entre os serviços, a telefonia móvel foi responsável por mais da metade dos desembolsos das operadoras, somando R$ 3,49 bilhões. Em seguida, aparecem a banda larga (R$ 1,34 bilhão, a TV paga (R$ 920 milhões) e a telefonia fixa (R$ 190 milhões).
