Tarcísio defende intervenção federal; Nunes critica demora em serviço
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu ontem a intervenção do governo federal na empresa Enel. “A intervenção funciona; o plano de contingência não”, disse o governador, que criticou como “absolutamente insuficiente” o desempenho da empresa para restabelecer o fornecimento de energia. E reforçou que a competência da distribuição de energia elétrica no Estado é federal, salientando a responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica.
Segundo ele, sua gestão fez o que era possível. “Nós não somos donos do contrato. A gente oficia imediatamente, envia relatórios para a agência reguladora e comunica sobre a situação de todas as concessionárias. O maior tempo de restabelecimento, os maiores problemas são na área da Enel. A gente não pode ficar refém, como foi dito, não dá.”
Tarcísio destacou que as críticas não se referiam ao modelo privado de gestão, mas especificamente à Enel. As declarações foram dadas durante a entrega de apartamentos do programa Casa Paulista em Carapicuíba, região metropolitana, onde retomou críticas anteriores. “Por isso ( situações co
mo a de ontem), a gente tem sido muito crítico à prorrogação do contrato. Na nossa visão, a área metropolitana merecia ter esse contrato quebrado em dois.”
PREFEITURA. O prefeito Ricardo Nunes gravou um vídeo também com críticas à empresa, usando uma situação na zona sul. “Esta árvore caiu ontem, às 9h. Nossa equipe está aqui esperando para remover a árvore, mas a Enel não aparece para desligar a energia para removermos a árvore”, afirmou o prefeito. Além disso, a Prefeitura de São Paulo notificou a Aneel e a Enel por causa do grande número de veículos da concessionária parados na garagem enquanto moradores estavam sem energia elétrica. Na notificação, diz ter verificado que, na quarta, “uma fração reduzida de veículos de atendimento” circulou. Procurada, a Enel afirmou ter mobilizado mais de 1,5 mil equipes e veículos. “A companhia dispõe de um número maior de veículos e caminhões para que não ocorram atrasos na troca de turno.”
Gestão se queixa de carros parados; empresa disse ter mobilizado mais de 1,5 mil equipes e veículos
