Terça-feira, 3 de Março de 2026

TV 3.0 pode custar R$ 3,8 bilhões para radiodifusão, aponta MCom

O Ministério das Comunicações apresentou nesta quinta-feira, 30, durante a SET Nordeste, realizada em Fortaleza (CE), as iniciativas em andamento para viabilizar linhas de financiamento que apoiem a implantação da TV 3.0, a nova geração da TV aberta brasileira.

Os primeiros diagnósticos do ministério mostram que o setor deverá demandar cerca de R$ 3,8 bilhões apenas para a aquisição de transmissores nas 15 maiores regiões metropolitanas do País.

Segundo a pasta, está sendo articulada a criação de linhas de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao Banco Mundial e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“São recursos que vão contemplar toda a cadeia da TV 3.0, da transmissão e recepção à criação de novas aplicações”, explicou o diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização da Secretaria de Radiodifusão (Serad), Tawfic Awwad Junior.

Publicidade segmentada
A expectativa é que a TV 3.0 abra novas oportunidades de negócios para as emissoras de TV, teoricamente compensando os pesados investimentos que precisarão ser feitos. Do ponto de vista tecnológico, será possível, por exemplo, a veiculação de publicidade segmentada e a compra de produtos e serviços diretamente pela televisão. As primeiras transmissões da TV 3.0 estão previstas para ocorrer até a Copa do Mundo de 2026, começando nas grandes capitais.

O avanço tecnológico contará também com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que vai destinar R$ 25 milhões para o desenvolvimento de novas aplicações.

“Nesse novo sistema, as possibilidades são infinitas. O telespectador terá, com a TV aberta, uma experiência muito próxima à dos serviços de streaming”, destacou Tawfic.

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