Domingo, 5 de Abril de 2026

Anatel recebeu até o momento 66 pedidos para redes privativas 5G

A Anatel contabilizou 66 autorizações para redes celulares privativas 5G no Brasil. Durante o MPN Forum, evento para o mercado de RCPs organizado por Mobile Time nesta quinta-feira, 27, o superintendente de outorga e recurso à prestação da agência reguladora, Vinícius Caram, afirmou que os pedidos foram nas seguintes faixas:

34 autorizações em 2,4 GHz com seis companhias detendo autorização;
30 autorizações em 3,8 GHz, também com seis empresa autorizadas;
duas autorizações em 27,9 GHz e uma firma detendo a autorização.
Com base em dados do primeiro mapa do ecossistema das RCPs e da própria reguladora, Caram ainda compartilhou os dados por categorias de empresas que implementaram com LTE. São elas:

29 utilities;
11 para agronegócio;
13 para indústria;
10 esportes (Stock Car e autódromos);
39 diversos.
Em utilities, a Anatel concedeu recentemente uma licença para a Neoenergia operar em 450 MHz.

Durante sua apresentação, Caram disse que o mercado de redes privativas no Brasil é o oitavo no mundo, de acordo com dados recentes da Omdia. E que também há potencial nesta tecnologia, com serviços para setores como agronegócio, indústria e até cidades inteligentes, mas para isso é preciso um avanço do 5G.

Prêmio

Caram confirmou ainda que a Anatel fará uma segunda edição da premiação para redes privativas no Brasil. Porém, o regulador está procurando um parceiro, que pode ser a ABDI, como ocorreu em 2023, mas também existe a opção de trazer um novo player como a PTI (Parque Tecnológico de Itaipu) e o Senai. O regulador também pretende chamar entidades setoriais para trazer casos de uso de sucesso, como CNI, CNA, CNT e Sesi.

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